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Operação mira furtos em agências bancárias e prende investigado no Ceará

Ao todo, foram cumpridas oito ordens judiciais, sendo seis mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva

Rita de Cássia
Por: Rita de Cássia Fonte: Ceará Agora
10/07/2026 às 15h49
Operação mira furtos em agências bancárias e prende investigado no Ceará
Foto: Reprodução

Uma operação da Polícia Civil de Sergipe, com apoio da Polícia Civil do Ceará, cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em Novo Oriente, no interior cearense, contra um grupo investigado por furtos qualificados e fraudes praticadas em agências bancárias de diferentes estados do Nordeste.

Ao todo, foram cumpridas oito ordens judiciais, sendo seis mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva. Um dos investigados foi localizado e preso. O outro, que também é alvo de prisão preventiva, continua foragido.

Mandados cumpridos no Ceará

As investigações começaram após furtos registrados em janeiro deste ano no município de Capela, em Sergipe. Durante a apuração, a Polícia Civil identificou uma associação criminosa com base em Novo Oriente, no Ceará, suspeita de atuar de forma itinerante em cidades de diferentes estados nordestinos.

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Segundo a investigação, os integrantes do grupo viajavam para cometer os crimes e retornavam ao Ceará após as ações. Além de Capela, a polícia atribui ao grupo ocorrências em Nossa Senhora das Dores e Aracaju, também em Sergipe.

Como funcionava o golpe

De acordo com a Polícia Civil, os criminosos escolhiam agências bancárias com menor movimento para instalar dispositivos capazes de reter cartões nos caixas eletrônicos. Em seguida, afixavam adesivos falsos com números de telefone que simulavam os canais oficiais de atendimento das instituições financeiras.

Ao perceber que o cartão havia ficado preso no terminal, a vítima ligava para o número indicado. A chamada era atendida por um integrante da quadrilha, que se passava por funcionário do banco e solicitava dados pessoais e a senha do cartão sob o pretexto de resolver o problema.

Enquanto a vítima era mantida ao telefone, outros integrantes retiravam o cartão verdadeiro do equipamento e o substituíam por outro semelhante, sem que o cliente percebesse a troca. Com o cartão original e a senha em mãos, os criminosos realizavam saques e transferências bancárias, geralmente em municípios vizinhos, estratégia utilizada para dificultar o rastreamento das operações.

As investigações prosseguem para localizar o segundo suspeito e identificar outros possíveis integrantes da organização criminosa, que é investigada por atuar em diferentes estados da Região Nordeste.

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