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Copa de 2026 deve movimentar milhões de consumidores e impulsionar vendas em todo o Brasil

Intenção de compra relacionada ao Mundial alcança 99,2 milhões de brasileiros e aquece comércio, alimentação e serviços

Rita de Cássia
Por: Rita de Cássia Fonte: Opinião Ce
26/05/2026 às 09h25
Copa de 2026 deve movimentar milhões de consumidores e impulsionar vendas em todo o Brasil
Foto: Ascom CNDL

A Copa do Mundo de 2026 já começa a impactar o comportamento do consumidor brasileiro. Pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), realizada em parceria com a Offerwise Pesquisas, aponta que cerca de 99,2 milhões de brasileiros pretendem fazer compras relacionadas ao torneio.

Dados do levantamento mostram que 60% dos consumidores planejam adquirir produtos ou contratar serviços para acompanhar os jogos, o que deve impulsionar diversos setores da economia, especialmente o comércio varejista e o segmento de alimentação.

A pesquisa revela que o Mundial continua sendo uma experiência coletiva para os brasileiros. Entre os entrevistados, 97% afirmaram que pretendem assistir às partidas acompanhados, principalmente ao lado de familiares (77%) e amigos (60%).

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A preferência da maioria dos torcedores é acompanhar os jogos em casa, opção escolhida por 86% dos participantes. Bares, restaurantes, residências de amigos e espaços públicos com telões também aparecem entre os locais mais procurados.

MOBILIZAÇÃO NACIONAL

Para o presidente da CDL Fortaleza, Maurício Filizola, o torneio representa uma oportunidade importante para aquecer a economia.

“O consumidor se prepara para celebrar, reunir amigos e familiares, e isso impacta diretamente setores como alimentação, vestuário, acessórios, eletrodomésticos, bares e restaurantes. Para o comércio de Fortaleza, a expectativa é de aumento nas vendas e maior circulação de consumidores nas lojas físicas e também no ambiente digital”, destacou o líder classista.

Entre os itens mais procurados pelos consumidores estão produtos tradicionalmente associados às confraternizações durante os jogos.

Segundo a pesquisa, as categorias com maior intenção de compra são bebidas não alcoólicas (68%), petiscos (62%), camisas oficiais ou temáticas da Seleção Brasileira (61%), carnes para churrasco (60%), cervejas (59%) e bandeiras, cornetas e acessórios para torcida (42%).

O estudo também aponta que o varejo físico segue como principal canal de compras, escolhido por 89% dos entrevistados. Os supermercados lideram a preferência, com 70%, seguidos pelas lojas de bairro, com 33%.

CONSUMO AQUECIDO

Paralelamente, o comércio eletrônico mantém forte participação. Cerca de 67% dos consumidores afirmaram que pretendem realizar compras pela internet, sendo 51% por aplicativos de entrega e 42% por lojas virtuais.

Além do comércio, o setor de serviços também deve ser beneficiado pelo aumento da demanda durante a Copa do Mundo.

Entre os entrevistados, 61% pretendem utilizar serviços de delivery de alimentos e bebidas, enquanto 39% informaram que devem frequentar bares e restaurantes para assistir às partidas.

Na escolha dos estabelecimentos, os principais critérios apontados foram preço das comidas (37%), ambiente bem frequentado (34%), qualidade dos alimentos e bebidas (34%) e preço das bebidas (33%).

ALERTA FINANCEIRO

O levantamento estima um gasto médio de 619 reais por consumidor durante o Mundial. Entre os brasileiros das classes A e B, esse valor sobe para R$ 784.

Outro dado relevante mostra a influência das marcas patrocinadoras da Seleção Brasileira. Segundo a pesquisa, 74% dos consumidores afirmam dar preferência a empresas que apoiam oficialmente a equipe nacional.

Apesar da expectativa positiva para o comércio, o estudo também chama atenção para a situação financeira dos consumidores.

Entre aqueles que pretendem gastar durante a Copa, 61% possuem dívidas em atraso, 70% estão com o nome negativado e 41% pretendem realizar apostas esportivas durante o torneio.

Parte dos entrevistados afirmou enxergar nas apostas uma possibilidade de complementar a renda ou quitar débitos acumulados.

O presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Júnior, alertou para os riscos desse comportamento.

“Esse cenário revela uma vulnerabilidade econômica importante. A expectativa de resolver problemas financeiros por meio da sorte pode acabar ampliando o ciclo de endividamento de muitas famílias brasileiras”, destacou o gestor.