
O Ministério Público promoveu na manhã desta terça-feira (16), uma nova audiência pública com pais atípicos de Santa Quitéria, para validar queixas e reclamações quanto a Casa Amiga da Criança e suas intermináveis filas de espera por atendimentos.
A promotora de justiça Priscila Medeiros destacou que o MP exauriu todas as tentativas de resolver passivamente com o Município, no entanto, com o descumprimento da liminar e do TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), irá informar ao Poder Judiciário e pedir a aplicação das medidas cabíveis, de forma a sanar em definitivo.
Conforme relatos dos pais, há inconsistências quanto ao que foi informado via documentos pela Prefeitura em relação ao tempo de espera, citando o exemplo recente de abril, com um número de quase 300 crianças aguardando atendimento com psicólogo.
Outro ponto mencionado foi sobre a desorganização, com a perda dos dados pessoais dos pacientes, considerados sensíveis, que estavam armazenados em um Whatsapp e cujo material foi perdido, sem ter um backup e comprometendo o organograma de funcionamento.
A promotora também chamou atenção para o fato de pacientes de Santa Quitéria estarem sendo encaminhados para municípios vizinhos, como Forquilha e Varjota, para receber atendimento especializado. "Isso é bom que eles estão recebendo atendimento, mas porque o município de Santa Quitéria não consegue prestar esses atendimentos? Por que tem crianças indo para municípios menores, o que gera uma dependência do transporte que o município também não organiza, ninguém sabe quais são os critérios para fornecer esses transportes ”, afirmou.
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