
O uso do cinto de segurança em ônibus é obrigatório no transporte rodoviário de passageiros e continua sendo uma das medidas mais eficazes para reduzir mortes e ferimentos graves em acidentes. O tema voltou ao centro do debate após o acidente envolvendo uma delegação de basquete de Juazeiro do Norte, que resultou em vítimas fatais e chamou a atenção para a importância da proteção durante viagens nas estradas.
Apesar da obrigatoriedade do equipamento há mais de duas décadas, muitos passageiros ainda deixam de utilizá-lo ao longo do trajeto. Dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) apontam que a adesão ao dispositivo permanece abaixo do ideal, aumentando os riscos em situações de colisão, tombamento ou saída de pista.
Informações preliminares sobre o acidente indicam que a maioria das vítimas não utilizava o equipamento de proteção no momento da ocorrência.
A obrigatoriedade do equipamento no transporte rodoviário existe desde 1999, quando o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) estabeleceu regras para adequação da frota nacional.
Mesmo com a legislação em vigor, especialistas afirmam que muitos passageiros ainda subestimam os riscos de viajar sem proteção.
Em veículos de grande porte, existe a falsa sensação de segurança causada pelo tamanho da estrutura. Porém, em acidentes de alta energia, os ocupantes ficam expostos a impactos internos que podem provocar lesões graves.
Em uma colisão, o corpo continua se movimentando mesmo após a desaceleração brusca do veículo.
O cinto funciona como um sistema de retenção que distribui a força do impacto e impede deslocamentos violentos dentro da cabine.
Por isso, a orientação é simples: o equipamento deve permanecer afivelado durante todo o percurso, independentemente da distância da viagem ou das condições da estrada.
De acordo com Jorge Trindade, diretor de Educação de Trânsito do Detran Ceará, campanhas educativas e avisos realizados pelas empresas de transporte são importantes, mas a mudança de comportamento depende principalmente da conscientização dos passageiros.
Segundo ele, é comum que usuários coloquem o cinto apenas no início da viagem e o retirem após alguns quilômetros de percurso.
Para especialistas, o desafio é transformar o uso do equipamento em um hábito tão natural quanto já ocorre nos automóveis.