Quarta, 17 de Junho de 2026
19°C 34°C
Santa Quitéria, CE
Publicidade

Apenas 43% dos passageiros utilizam cinto de segurança durante viagens de ônibus

Tema voltou ao centro do debate após o acidente com uma delegação de basquete de Juazeiro do Norte que deixou sete mortos

Rita de Cássia
Por: Rita de Cássia Fonte: GC Mais
17/06/2026 às 09h22
Apenas 43% dos passageiros utilizam cinto de segurança durante viagens de ônibus
Foto: Reprodução

O uso do cinto de segurança em ônibus é obrigatório no transporte rodoviário de passageiros e continua sendo uma das medidas mais eficazes para reduzir mortes e ferimentos graves em acidentes. O tema voltou ao centro do debate após o acidente envolvendo uma delegação de basquete de Juazeiro do Norte, que resultou em vítimas fatais e chamou a atenção para a importância da proteção durante viagens nas estradas.

Apesar da obrigatoriedade do equipamento há mais de duas décadas, muitos passageiros ainda deixam de utilizá-lo ao longo do trajeto. Dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) apontam que a adesão ao dispositivo permanece abaixo do ideal, aumentando os riscos em situações de colisão, tombamento ou saída de pista.

Informações preliminares sobre o acidente indicam que a maioria das vítimas não utilizava o equipamento de proteção no momento da ocorrência.

Continua após a publicidade
Anúncio

Cinto de segurança em ônibus é obrigatório e pode salvar vidas

A obrigatoriedade do equipamento no transporte rodoviário existe desde 1999, quando o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) estabeleceu regras para adequação da frota nacional.

Mesmo com a legislação em vigor, especialistas afirmam que muitos passageiros ainda subestimam os riscos de viajar sem proteção.

Em veículos de grande porte, existe a falsa sensação de segurança causada pelo tamanho da estrutura. Porém, em acidentes de alta energia, os ocupantes ficam expostos a impactos internos que podem provocar lesões graves.

Especialistas explicam como o equipamento reduz lesões graves

Em uma colisão, o corpo continua se movimentando mesmo após a desaceleração brusca do veículo.

O cinto funciona como um sistema de retenção que distribui a força do impacto e impede deslocamentos violentos dentro da cabine.

Por isso, a orientação é simples: o equipamento deve permanecer afivelado durante todo o percurso, independentemente da distância da viagem ou das condições da estrada.

Por que muitos passageiros ainda ignoram o uso do cinto

De acordo com Jorge Trindade, diretor de Educação de Trânsito do Detran Ceará, campanhas educativas e avisos realizados pelas empresas de transporte são importantes, mas a mudança de comportamento depende principalmente da conscientização dos passageiros.

Segundo ele, é comum que usuários coloquem o cinto apenas no início da viagem e o retirem após alguns quilômetros de percurso.

Para especialistas, o desafio é transformar o uso do equipamento em um hábito tão natural quanto já ocorre nos automóveis.