
A Justiça Militar decidiu na semana passada, por unanimidade, absolver o sargento Arildson de Souza Loureiro, após comprovar que ele não participou do motim de policiais militares em 2020. O processo só veio a tramitar quatro anos após o fato e chegou a provocar a expulsão dele da Corporação, no entanto, foi reintegrado à tropa.
O Conselho Permanente da Auditoria Militar Estadual, formado por um juiz de direito, um coronel, um major, um capitão e um tenente da PMCE, julgou a denúncia improcedente e que não havia provas suficientes para a condenação.
Ari havia sido fotografado ao lado de outros agentes na concentração paredista em Fortaleza, no entanto, nunca declarou apoio ao movimento nem muito menos deixou de exercer sua escala de serviço, na época, em Santa Quitéria. Em junho de 2024, a Controladoria Geral de Disciplina (CGD) recebeu um relatório denunciando-o, o que levou a abertura de investigação.
“A partir desse momento, a justiça começa a ser restabelecida. Sempre tive convicção da minha inocência, fui vítima de uma perseguição politica, onde quiseram instrumentalizar órgãos de Estado como objeto de vingança pessoal, contudo sempre acreditei na imparcialidade das instituições”, declarou o policial, que é bem quisto e respeitado junto à sociedade quiteriense.