
O município de Crateús passou a contar, neste sábado (20), com a quinta Casa da Mulher Cearense do Interior do Estado, equipamento voltado ao acolhimento, proteção e atendimento especializado às mulheres vítimas de violência. A unidade, construída pelo Governo do Ceará, recebeu o nome de Nadinny Antônia Oliveira Hanorato, jovem crateuense vítima de feminicídio em 2021.
A cerimônia de inauguração contou com a presença do governador Elmano de Freitas, da vice-governadora Jade Romero, da secretária das Mulheres, Juliana Lucena, do secretário da Segurança Pública e Defesa Social, Roberto Sá, da prefeita de Crateús, Janaína Farias, além de outras autoridades estaduais e municipais.
Durante o evento, Elmano destacou que a ampliação da rede de proteção às mulheres é uma das prioridades da gestão estadual.
“Hoje, estamos fortalecendo uma rede de apoio para enfrentar um problema muito sério, que é a violência contra as mulheres. Essa é uma situação que exige muita união do povo cearense para ser superada, garantindo que as mulheres sejam tratadas com respeito, não sofram violência e não tenham suas vidas interrompidas”, afirmou o governador.
Elmano ressaltou ainda que o Estado seguirá investindo em ações de acolhimento, proteção e autonomia para as mulheres. “Nós estaremos ao lado das mulheres em todos os momentos em que elas precisarem, para acolher, proteger e ajudá-las a conquistar independência financeira”, acrescentou.
Com investimento de mais de R$ 6,8 milhões, a nova unidade beneficiará mulheres dos 13 municípios que compõem a região dos Sertões de Crateús: Crateús, Ararendá, Catunda, Hidrolândia, Independência, Ipaporanga, Ipueiras, Monsenhor Tabosa, Nova Russas, Novo Oriente, Poranga, Santa Quitéria e Tamboril.
O equipamento oferece atendimento integrado e humanizado, garantindo um ambiente seguro para denúncias, orientação jurídica, acompanhamento psicológico e encaminhamento social.
A unidade recebeu o nome de Nadinny Antônia Oliveira Hanorato, vítima de feminicídio em 2021. Durante a solenidade, o pai da jovem, Francisco Hanorato, destacou a importância do equipamento para evitar novas tragédias.
“Nossa família foi vítima de um feminicídio terrível e não queremos que outras famílias passem pela mesma dor. Que as mulheres procurem esta Casa e se sintam seguras para fazer seu grito de socorro e de alerta, para que situações como a que vivemos não se repitam”, declarou.