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Ex-prefeito de Jijoca de Jericoacoara é condenado pelo TCE-CE por falhas na transição de gestão

O ex-mandatário e outros sete envolvidos foram sentenciados a pagar multa, de R$72,4 mil para Lindbergh e R$5,5 mil para cada funcionário

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues Fonte: O POVO
23/06/2026 às 11h30
Ex-prefeito de Jijoca de Jericoacoara é condenado pelo TCE-CE por falhas na transição de gestão
Foto: Facebook/Lindbergh Martins

Lindbergh Martins (PSD), superintendente de Agricultura e Pecuária do Ceará e ex-prefeito de Jijoca de Jericoacoara, foi condenado pelo Tribunal de Contas do Ceará por irregularidades durante a transição de governo em 2024. A decisão, tomada na sexta-feira, 19, atinge não só o ex-mandatário, mas também seus auxiliadores da gestão na época. A defesa do atual prefeito, Leandro Cezar (Progressistas), alega que houve dificuldade na transição, com o fornecimento de dados e até omissão de respostas. A assessoria de Lindbergh informou que o superintendente irá recorrer da decisão e desmentiu os argumentos da defesa de Leandro.

Além da multa, o Tribunal encaminhou os autos ao Ministério Público do Ceará (MPCE), que poderá investigar os envolvidos nas esferas cível e criminal. Os nomes dos condenados também serão incluídos em lista remetida à Justiça Eleitoral, o que pode afetar a elegibilidade futura deles.

Segundo o ex-prefeito, as comissões de transição foram oficialmente constituídas tanto pela administração que deixava o cargo quanto pela gestão eleita. Lindbergh destacou que um email institucional foi criado exclusivamente para o compartilhamento de informações, com acesso liberado para os mandatários das duas comissões.

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A defesa do ex-prefeito sustenta que nenhum pedido da equipe de Leandro ficou sem resposta, alegando que todos os documentos, ofícios e comprovações solicitados teriam sido enviados por meio do email institucional. O superintendente afirmou que as reuniões entre as comissões foram devidamente registradas em atas, com os respectivos encaminhamentos e providências.

O julgamento havia sido suspenso no fim de abril, por causa de divergências sobre o valor da multa, que varia conforme a legislação aplicada ao voto. A relatora, conselheira Soraia Victor, propôs multa de R$ 72,4 mil para Lindbergh e de R$ 5,5 mil para cada um dos outros sete envolvidos.