
João Holanda Neto, o proprietário da fazenda na cidade de Acopiara onde policiais civis do Ceará encontraram cerca de 290 mil pés de maconha, foi solto nesta sexta-feira (3), um dia após ser preso temporariamente. Familiares do dono das terras afirmam que o verdadeiro responsável pela droga é, Cristiano Rodrigues de Lima, o homem que arrendou a área em 2025.
Em vídeo publicado momentos antes de ser preso, na tarde desta quinta, João Holanda Neto, proprietário do terreno onde foi encontrado uma plantação com cerca de 290 mil pés de maconha no Ceará, pede ao arrendatário da propriedade que se entregue à Polícia. A terra, segundo a defesa de João, está arrendada desde outubro de 2025, mas o contrato foi formalizado apenas em janeiro deste ano.
João Neto foi preso temporariamente por 30 dias, em uma investigação da Polícia Civil por tráfico de drogas e associação para o tráfico. Ele se apresentou a uma delegacia para prestar depoimento sobre o caso, e teve o mandado de prisão cumprido.
De acordo com a advogada da defesa de João Neto, Maria Lopes, desde a formalização do aluguel, o cliente não adentrou mais nas terras. Nos últimos meses, ele teria ido apenas até a frente da propriedade, “onde tem uma casinha pequena na qual guardava um carro velho e outras coisas do sítio e que, desse ponto de referência, não dava para ver nenhuma plantação”, segundo a advogada.
"Eu peço até pela alma de sua mãe, de seus filhos”, diz João Neto para o arrendatário da propriedade, em vídeo chorando. E complementa: “Eu pensando que você era uma [boa] pessoa. E você faz isso comigo? Você conhece a gente há mais de 15 anos, tomava café na casa da minha mãe. Pelo amor de Deus, se apresente. Como você faz uma coisa dessa comigo? Você é de casa. Se eu soubesse que era para uma coisa dessa comigo, eu jamais faria [o contrato].”
No mesmo vídeo publicado pela defesa, Maria diz na legenda que João é apenas um dos donos da terra, que compareceu por vontade própria para oitiva e que sabia 99% da existência de mandado de prisão. Ela detalhou ainda que o cliente cumprirá prisão temporária de 30 dias. E citou que a Polícia busca ainda pelo arrendatário.
No mesmo vídeo publicado pela defesa, Maria diz na legenda que João é apenas um dos donos da terra, que compareceu por vontade própria para oitiva e que sabia 99% da existência de mandado de prisão. Ela detalhou ainda que o cliente cumprirá prisão temporária de 30 dias. E citou que a Polícia busca ainda pelo arrendatário.