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Governo bloqueia acesso de 2,8 milhões de beneficiários do Bolsa Família e BPC às bets

Medida atende determinação do Supremo Tribunal Federal e impede que beneficiários de programas sociais utilizem plataformas de apostas de quota fixa

Rita de Cássia
Por: Rita de Cássia Fonte: GC Mais
13/07/2026 às 09h03
Governo bloqueia acesso de 2,8 milhões de beneficiários do Bolsa Família e BPC às bets
Foto: Reprodução

O Ministério da Fazenda bloqueou o acesso de 2,8 milhões de beneficiários do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) às plataformas de apostas esportivas, conhecidas como bets. A medida atende a uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) para impedir que recursos provenientes dos programas sociais sejam utilizados em jogos de apostas.

De acordo com levantamento da própria pasta, o número corresponde a 10,4% dos 27 milhões de beneficiários dos dois programas sociais. Entre os brasileiros que tentaram realizar apostas em 2025, os beneficiários bloqueados representam 11,2% do total de 25 milhões de pessoas.

Bloqueio atinge beneficiários do Bolsa Família e BPC

Segundo o Ministério da Fazenda, a restrição vale para todos os contemplados pelo Bolsa Família e pelo BPC.

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Na prática, os 27 milhões de beneficiários estão impedidos de realizar novos cadastros nas plataformas de apostas autorizadas a operar no país.

O levantamento da pasta mostrou, no entanto, que 2,8 milhões dessas pessoas já possuíam contas ativas nas bets. Nesses casos, o acesso foi bloqueado pelas empresas responsáveis pelas plataformas.

A medida faz parte da política de fiscalização do setor de apostas regulamentadas e busca cumprir a decisão do STF relacionada ao uso de recursos provenientes de benefícios assistenciais.

Como funciona a restrição ao cadastro nas bets

Para verificar se um usuário pode abrir ou manter uma conta, as empresas de apostas precisam consultar periodicamente a base de dados do Governo Federal.

A conferência é feita por meio do Sistema de Gestão de Apostas (Sigap), administrado pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).

Durante a consulta, realizada a partir do CPF informado pelo interessado, o sistema indica apenas se a pessoa está "impedida" ou "não impedida" para utilizar as plataformas.

Segundo o Ministério da Fazenda, as empresas devem repetir essa verificação a cada 15 dias, garantindo que eventuais alterações na condição do usuário sejam identificadas.