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PT evitará falar sobre legalização do aborto e linguagem neutra para aproximar Lula do eleitorado evangélico

Partido visa reduzir vantagem que Flávio Bolsonaro tem no seguimento religioso

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues Fonte: Pleno News
14/07/2026 às 07h25
PT evitará falar sobre legalização do aborto e linguagem neutra para aproximar Lula do eleitorado evangélico
Foto: Ricardo Stuckert/PR

O PT definiu uma estratégia para a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o objetivo de ampliar o apoio entre os eleitores evangélicos. O plano busca reduzir a vantagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário do petista na disputa pelo Palácio do Planalto.

Entre as principais medidas está evitar debates sobre temas da pauta de costumes, como legalização do aborto, casamento entre pessoas do mesmo sexo e linguagem neutra. A avaliação do partido é que esses assuntos costumam ser explorados por adversários para afastar o eleitorado evangélico de Lula.

A campanha também pretende relacionar programas sociais do governo a valores cristãos, destacando temas como família, combate à fome, justiça social e solidariedade. O PT ainda orientará sua militância evangélica, formada por cerca de 500 mil filiados, a reforçar essa mensagem durante o período eleitoral.

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Outra frente da estratégia será destacar que o partido não pretende usar igrejas ou a fé como instrumento político. Com apoio de 27 núcleos espalhados pelo país, a legenda planeja ampliar o diálogo com lideranças e comunidades religiosas por meio de debates sobre políticas públicas e questões do cotidiano, como custo de vida, segurança e oportunidades de crescimento.

– Nosso projeto é o projeto das comunidades evangélicas. Nós não vamos manipular a fé de ninguém. Não vamos fazer disputa político eleitoral usando a fé de ninguém. Nós temos que construir o espaço de diálogo, afirmou Edinho Silva, presidente nacional do PT, à revista Veja.

A direção da campanha também identificou resistência entre parte do eleitorado evangélico à utilização política dos púlpitos. Por isso, o partido pretende reforçar a mensagem de que a igreja não deve ser transformada em palanque eleitoral.

– Nós não vamos manipular a fé de ninguém, afirma o presidente do partido e um dos coordenadores da campanha à reeleição, Edinho Silva.