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Prazo para renegociar dívidas no Desenrola 2.0 termina em 3 de agosto; veja quem ainda pode aderir

Programa do Governo Federal permite renegociação de dívidas com descontos de até 90% e juros reduzidos. Após o encerramento, acordos deverão ser feitos diretamente com os bancos.

Rita de Cássia
Por: Rita de Cássia Fonte: GC Mais
28/07/2026 às 08h40
Prazo para renegociar dívidas no Desenrola 2.0 termina em 3 de agosto; veja quem ainda pode aderir
Foto: Reprodução

O prazo para aderir ao Desenrola 2.0 está na reta final. Os consumidores interessados em renegociar dívidas por meio do programa do Governo Federal têm até o dia 3 de agosto para aproveitar as condições especiais oferecidas nesta etapa da iniciativa.

Após essa data, quem ainda estiver inadimplente deverá negociar diretamente com as instituições financeiras, sem as regras e benefícios previstos pelo programa.

Lançado em maio, o Novo Desenrola Brasil reformulou a versão anterior da iniciativa com o objetivo de facilitar a regularização de débitos, especialmente aqueles considerados de maior impacto para o orçamento das famílias, como dívidas de cartão de crédito e cheque especial.

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Quem pode participar do Desenrola 2.0

O programa é voltado para pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105, que possuam dívidas em atraso entre 90 dias e dois anos.

Além de contemplar débitos bancários, o Desenrola 2.0 também inclui a possibilidade de renegociação de contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

As negociações são realizadas diretamente com os bancos ou instituições financeiras onde a dívida foi contraída.

Quais são as condições de renegociação das dívidas

Entre os principais benefícios do programa estão os descontos que podem chegar a 90% sobre o valor original da dívida, dependendo do perfil do débito e do tempo de inadimplência.

Os juros cobrados nas renegociações podem ser de até 1,99% ao mês, enquanto o prazo para pagamento pode chegar a quatro anos.

Outra medida prevista é a possibilidade de sacar até 20% do saldo total do FGTS, desde que o trabalhador esteja dentro das regras estabelecidas pelo programa.

Segundo o Governo Federal, também há previsão de até um mês de carência para o pagamento da primeira parcela em alguns contratos. Nesse período, o consumidor deixa os cadastros de inadimplência após a formalização do acordo.

Para garantir as operações, o governo prevê um aporte de até R$ 9 bilhões no Fundo Garantidor de Operações (FGO), destinado a cobrir eventuais inadimplências nas renegociações. Também poderão ser liberados até R$ 4,5 bilhões do FGTS para trabalhadores elegíveis.