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Doméstica resgatada após 55 anos sem salário deixa casa dos empregadores no Eusébio

Mulher de 62 anos foi retirada de situação investigada como análoga à escravidão e teve a rescisão concluída; MPT afirma que ela não trabalha mais no imóvel

18/08/2026 às 15h20
Por: Rita de Cássia Fonte: Ceará Agora
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A idosa de 62 anos resgatada pela Auditoria-Fiscal do Trabalho (AFT) em condições análogas à escravidão de um imóvel localizado dentro de um condomínio de luxo, na cidade de Eusébio, Grande Fortaleza, não está mais na casa dos empregadores.

A informação foi confirmada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). Ainda segundo o órgão, a vítima não trabalha mais no local e teve sua rescisão concluída. O MPT não informou, no entanto, para onde ela foi. “O processo segue em tramitação e está sob sigilo”, acrescentou o órgão em nota.

A defesa da família empregadora disse, em nota, que a doméstica deixou a residência no dia 27 de julho. “Assim como vinha ocorrendo nos últimos anos, ela foi passar uma temporada na casa da irmã e de seus demais parentes no interior do Estado”. No momento, eles não possuem nenhum vínculo de trabalho ativo.

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O caso se desenrolou a partir de uma denúncia anônima ao Disque 100, contato do Governo Federal para receber, analisar e encaminhar denúncias de violações de direitos humanos. De acordo com a auditoria, a mulher passou 55 anos sem receber salário. Ela chegou à casa da família ainda aos sete anos de idade e não estudou.

Após o resgate, a vítima chegou a ficar por um tempo na casa dos empregadores. Isso ocorreu porque os órgãos competentes entendiam que ela não tinha autonomia para morar sozinha. No entanto, o cenário mudou. O MPT informou na segunda-feira (17) que ela não está mais no condomínio do Eusébio. A idosa continua sendo assistida pela Secretaria dos Direitos Humanos do Ceará, onde recebe “atendimentos multidisciplinares frequentes com foco no incentivo à autonomia”. 

Maria Neuzeli, auditora fiscal do Trabalho responsável pela fiscalização do caso, disse que a vítima era responsável pelos cuidados cotidianos de duas crianças, de 11 e sete anos, além da preparação das refeições e da execução de todas as atividades domésticas essenciais ao funcionamento da residência.

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