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Casas Bahia fecha ao menos três lojas no Ceará em meio a pedido de recuperação judicial

Unidades em Fortaleza, Itapipoca e Pacajus estão entre as que encerraram as atividades; empresa fechou 298 lojas e reduziu o quadro de funcionários em todo o país

19/08/2026 às 09h17
Por: Rita de Cássia Fonte: GC Mais
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Pelo menos três lojas da Casas Bahia foram fechadas no Ceará nos últimos dias, em um movimento que atinge unidades de Fortaleza, Itapipoca e Pacajus. Os encerramentos ocorrem na mesma semana em que a varejista entrou com pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo, em meio a uma ampla reestruturação financeira e operacional.

Em Fortaleza, uma das unidades afetadas fica no bairro Montese. Um aviso colocado na entrada informa que o estabelecimento deixou de funcionar e orienta os clientes a procurarem a loja da Parangaba para atendimento e continuidade dos serviços.

A empresa não informou, até o momento, a relação completa de unidades cearenses que foram ou ainda serão atingidas pelo processo de redução da operação. Em maio de 2026, informações disponíveis no site da companhia apontavam a existência de 29 lojas no Ceará.

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O fechamento das unidades no Estado acontece dentro de um movimento nacional. A Casas Bahia anunciou o encerramento de 298 lojas e a redução de aproximadamente 3 mil postos de trabalho. A medida representa uma das maiores etapas de enxugamento da estrutura da varejista nos últimos anos.

A companhia, porém, afirma que pretende manter suas operações físicas e digitais. A estratégia inclui a continuidade das lojas que permanecerem abertas, do comércio eletrônico e dos demais canais de venda.

Recuperação judicial da Casas Bahia envolve R$ 17,3 bilhões

O pedido de recuperação judicial foi apresentado pela Casas Bahia para reorganizar uma dívida que chega a R$ 17,3 bilhões. O processo busca criar condições para que a companhia renegocie suas obrigações com credores e mantenha as atividades enquanto executa um novo plano de reestruturação.

A decisão ocorre depois de um período de forte pressão sobre as contas da empresa. Entre os fatores apontados pela companhia estão os juros elevados, a dificuldade de acesso ao crédito, o aumento dos custos e a redução da capacidade de consumo.

A situação financeira também aparece nos resultados mais recentes. No segundo trimestre de 2026, o Grupo Casas Bahia registrou prejuízo líquido de aproximadamente R$ 10,1 bilhões, segundo dados divulgados pela empresa. O resultado foi um dos elementos que evidenciaram a dimensão da crise enfrentada pela varejista.

A companhia já havia passado por outro processo de reorganização financeira. Em 2024, conseguiu homologar um plano de recuperação extrajudicial voltado à renegociação de dívidas financeiras. O acordo daquele período envolveu aproximadamente R$ 4 bilhões em obrigações.

A recuperação judicial agora representa uma nova etapa. Diferentemente de uma recuperação extrajudicial, o processo atual ocorre sob acompanhamento da Justiça e envolve um conjunto mais amplo de credores e obrigações.

O que muda para os clientes das Casas Bahia no Ceará

Apesar do fechamento de unidades, a recuperação judicial não significa que a Casas Bahia deixará de operar. O objetivo desse mecanismo é justamente permitir que uma empresa em dificuldade financeira reorganize suas dívidas enquanto continua funcionando.

Por isso, consumidores que tenham compras, contratos ou serviços relacionados à rede devem acompanhar as orientações oficiais da empresa e verificar quais unidades permanecem em funcionamento.

A Casas Bahia informou que pretende preservar suas operações nos diferentes canais de venda. Isso inclui as lojas físicas que continuarem abertas, o comércio eletrônico e os demais meios utilizados pela companhia.

No Ceará, entretanto, ainda não há confirmação pública sobre quantas unidades serão mantidas ou fechadas ao final dessa etapa. A empresa também não detalhou quais estabelecimentos do Estado serão afetados além das unidades cujo encerramento já foi identificado.

Esse ponto é relevante porque o fechamento de três lojas não necessariamente representa o número definitivo de unidades atingidas no Ceará. O processo nacional anunciado pela companhia envolve uma redução muito maior da estrutura.

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