
Em entrevista concedida na manhã desta segunda-feira (24), Ciro Gomes afirmou ser contra ao uso de câmeras por policiais, criticou a estrutura das corregedorias e questionou a condução de uma operação que apreendeu uma plantação de maconha em Acopiara, no mês passado.
"Fizeram a 'Operação Tabajara'. A maior plantação de maconha da história do Ceará. Jogaram a culpa nos dois delegados que nada tinham a ver com a história. Não foram demitidos, foram obrigados a assinar o pedido de demissão. Aí estão na desgraça, na desmoralização. Comigo isto vai acabar", pontuou.
O candidato também declarou não temer a falta de apoio de prefeitos, afirmando que o poder político não será suficiente para impedir uma eventual mudança nas urnas. Para sustentar o argumento, citou as vitórias de Tasso Jereissati em 1986 e de Cid Gomes em 2006.
"O povo cearense chamou o Tasso para mudar. Havia 144 prefeituras no Ceará, 140 apoiavam o candidato do governo, e o Tasso ganhou o Ceará. 20 anos depois, em 2006, eu coordenei a campanha do Cid — ele esqueceu completamente, mas tudo bem —. Havia 178 prefeituras com o Lúcio Alcântara, e o pulso de mudança fez com que o Cid ganhasse no primeiro turno. Agora faz um ciclo de 20 anos, de novo a opressão, de novo o mandonismo", comparou.
Ciro também criticou a declaração de Elmano sobre faccionados cearenses escondidos no Rio de Janeiro. O candidato acusou o governador de tentar transferir a responsabilidade pela segurança pública para outros estados e afirmou que cabe ao governo garantir o controle e a autoridade no Ceará.