
A Justiça do Distrito Federal condenou Jacivânia dos Santos Silva, acusada de matar a filha de 26 anos, a pena de 23 anos de prisão. O crime ocorreu em 28 de maio de 2023 em um apartamento da 316 Norte. Wesley Rodrigues Vaz, um pastor, foi sentenciado por favorecimento pessoal por ajudar na fuga da ré na época.
O júri ocorreu nessa quinta-feira (27/8), no Fórum de Brasília. Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, Jacivânia dopou a filha com um medicamento de uso controlado antes de asfixiá-la.
“Caso muito triste, uma verdadeira tragédia familiar. No plenário, apoio dos parentes à ré quase que apagando do mundo aquela mulher de 26 anos, que foi morta estrangulada com um fio de computador enquanto dormia. Cabe ao Ministério Público honrar e lutar pela memória da vítima, mesmo que muitas vezes sozinho. Em plenário, a acusada sequer se dignou a tentar explicar o inexplicável. Condenação justa e necessária. A vítima não escolheu ser bipolar”, destacou o promotor Marcelo Leite.
As investigações da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) da época apontaram que Jacivânia administrou medicamentos à filha antes de matá-la. De acordo com a apuração, a intenção era deixá-la inconsciente e, posteriormente, simular um suicídio. Em depoimento, a ré confessou ter usado um cabo de computador para asfixiar a filha.
Segundo o relato de Jacivânia aos investigadores, os acontecimentos que culminaram na morte começaram na manhã de 28 de maio. Ela e Letícia foram a um shopping da Asa Norte acompanhadas do filho da vítima, com 3 anos à época. No local, Letícia teria agredido o menino e sido repreendida por um homem desconhecido, que teria dado tapas nas costas dela.
Ainda de acordo com a versão apresentada pela ré, Letícia, que tinha diagnóstico de transtorno bipolar, teria tido um surto ao retornar para casa e dito que o filho “arruinava sua vida”. Jacivânia afirmou que, posteriormente, deu medicamento à filha misturado a um suco, sem que ela soubesse qual medicamento estava ingerindo.
Depois que Letícia ficou inconsciente, Jacivânia a teria asfixiado e arrastado o corpo até o quarto, onde o deixou sobre a cama. Na sequência, chamou Wesley Rodrigues Vaz e contou a ele que havia matado a própria filha.
Aos policiais da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), Wesley relatou que recebeu uma mensagem pelo WhatsApp pedindo que fosse até o apartamento de Letícia. Ao chegar ao local, teria sido orientado a não interfonar e informado sobre a morte da jovem.