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Mais digitais, bancos privados fecharam 28 unidades no Ceará em cinco meses

Redução de unidades no Estado atinge principalmente o Bradesco, o Santander e o Itaú. Sindicato aponta sobrecarga de trabalho e prejuízo ao atendimento do público no Interior, enquanto instituições justificam migração para canais digitais

31/08/2026 às 14h06
Por: Rita de Cássia Fonte: O POVO
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Foto: FCO Fontenele
Foto: FCO Fontenele

O Ceará registrou, até maio deste ano, o encerramento das atividades de 28 unidades bancárias privadas, conforme dados do Sindicato dos Bancários do Ceará (Seeb-CE). A justificativa apontada pelas empresas seria a digitalização dos serviços.

A soma inclui 21 fechamentos definitivos e sete conversões de agências tradicionais em unidades de negócios, das marcas Bradesco, Santander e Itaú.O montante é maior do que o observado em 2022 (20 encerramentos), 2023 (5) e 2024 (25), ficando abaixo apenas do observado em 2025, quando 62 unidades foram desativadas.

Em resposta aos questionamentos, o Bradesco ressaltou que a decisão faz parte de uma política de transição gradual da empresa. Uma das motivações seria o fato de que 98% das operações feitas pelos clientes do banco acontecem por meio dos canais digitais.

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"Os clientes são redirecionados para agências próximas à região e continuam tendo acesso aos principais serviços bancários através das unidades do Bradesco Expresso, rede de correspondentes do banco disponíveis em estabelecimentos comerciais e que funcionam em horário ampliado ao das agências, além dos canais digitais do Bradesco, pelo aplicativo e internet banking", ressalta a nota enviada pelo banco.

O Itaú Unibanco vem na mesma linha, informando que cerca de 97% das transações de pessoas físicas já ocorrem pelos canais digitais, e que o superapp vem se consolidando como um aliado na gestão financeira do dia a dia. 

Somente no mobile banking, nos últimos cinco anos, o crescimento foi de 169%, atingindo 187,5 bilhões de transações. De um total de 240,8 bilhões de transações feitas pelos brasileiros em 2025, por meio dos diferentes canais de atendimento das instituições financeiras, 78% foram realizadas pelo celular, alta de 11% em relação ao ano anterior.

José Eduardo Rodrigues Marinho, presidente do sindicato dos bancários, analisa que esse movimento prejudica os trabalhadores e a população e tem se tornado uma prática mais frequente entre os bancos privados.

Ele explica que isso ocorre devido a uma estratégia que prioriza “ampliar a oferta de produtos com menor custo operacional”.

“Nos últimos anos, instituições como Bradesco, Itaú e Santander vêm reduzindo sua rede física e direcionando investimentos para modelos considerados mais rentáveis, como lojas de negócios, estruturas menores com menos funcionários, além da ampliação dos canais digitais”, pontua.Em Fortaleza, por exemplo, segundo dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), restam apenas 24 agências do Bradesco, 10 do Itaú e seis do Santander

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