
O homem suspeito de matar um casal de comerciantes em um trailer de lanches na última sexta-feira (28), em Fortaleza, afirmou à Polícia que recebeu uma proposta de R$ 5 mil para participar do crime, mas negou ter sido o atirador.Victor Rodrigues Freire, de 27 anos, foi preso no domingo (30). Ele alega ter apenas conduzido a moto e disse que não recebeu o dinheiro. A Secretaria da Segurança Pública, porém, afirma que o conjunto de provas aponta que ele foi o atirador.
O crime ocorreu por volta das 22h da sexta-feira, no bairro Novo Mondubim. Os comerciantes Roseany Lima, de 48 anos, e Wallace Oliveira, de 46 anos, preparavam os pedidos dos clientes quando foram atingidos pelos disparos.
Victor foi encontrado em casa, no bairro Aracapé, após os investigadores seguirem a trajetória das motocicletas utilizadas no crime por câmeras de segurança. Na casa dele, foi encontrado um revólver .38 e drogas, dentre elas cocaína, maconha e crack, além de uma camisa azul igual à usada pelo atirador.
De acordo com as investigações, os suspeitos chegaram ao local do crime em duas motos. Em uma delas, ia apenas o piloto. Na outra, ia o piloto e um garupeiro. Segundo a Polícia Civil, o garupeiro, com a camisa azul, foi o responsável pelos disparos. Com base nas imagens e nos depoimentos, a Polícia acredita que Victor era o garupeiro e atirador.
Em depoimento na delegacia, Victor Freire admitiu que participou da ação criminosa após ser recrutado por outro suspeito que ofereceu R$ 5 mil a ele. Victor, no entanto, negou ter atirado contra o casal, afirmando apenas que foi pago para conduzir a moto.
Ele também disse que, quando foi chamado para a empreitada, não foi informado do que se tratava, e que só parou próximo ao trailer de lanches do casal assassinado porque o comparsa teria dito que queria comprar um lanche. Após os tiros, eles foram embora, e Victor alega que ao fim o homem não pagou o valor de R$ 5 mil a ele.
O homem de 27 anos já possui antecedentes criminais por roubo, corrupção de menores, posse irregular de arma de fogo de uso permitido, tráfico ilícito de drogas, integrar organização criminosa e lesão corporal.
Uma das linhas de investigação da Polícia é que o crime ocorreu após o casal se recusar a pagar uma taxa exigida por uma facção criminosa. A suspeita, no entanto, não foi confirmada pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS).