Quinta, 03 de Setembro de 2026
21°C 37°C
Santa Quitéria, CE
Publicidade

El Niño vai ficar muito forte e deve persistir até fevereiro de 2027, diz ONU

Fenômeno ainda deve ganhar força e atingir seu pico no fim deste ano. Pacífico está excepcionalmente quente, e próximos meses podem ter mais calor, secas e chuvas intensas em diferentes partes do mundo.

03/09/2026 às 15h42
Por: Rita de Cássia Fonte: G1
Compartilhe:
Foto: Ueslei Marcelino/Reuters
Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

O El Niño deve continuar se intensificando nos próximos meses e alcançar uma intensidade muito forte antes de atingir seu pico no fim de 2026, aponta uma nova atualização da Organização Meteorológica Mundial (OMM), braço meteorológico e climático da Organização das Nações Unidas (ONU).

A previsão chama atenção principalmente pelo grau de confiança. Os modelos reunidos pela agência indicam uma probabilidade de quase 100% de permanência do El Niño tanto entre setembro e novembro quanto entre dezembro e fevereiro de 2027.

Para a OMM, as condições neutras têm chance praticamente nula nesse período, e não há sinal de retorno da La Niña.

Continua após a publicidade
Anúncio

O El Niño e a La Niña são as duas fases do mesmo fenômeno climático, chamado ENOS (El Niño-Oscilação Sul). O El Niño é caracterizado pelo aquecimento maior ou igual a 0,5°C das águas do Oceano Pacífico equatorial.

O cenário é sustentado por um forte aquecimento do Oceano Pacífico e por mudanças na atmosfera compatíveis com um El Niño cada vez mais intenso.

A expectativa é de que o fenômeno continue influenciando as temperaturas e as chuvas em diferentes regiões do planeta já durante a primavera e o verão no Hemisfério Sul.

Possíveis impactos no Brasil

Historicamente, o El Niño altera o padrão de chuva e temperatura no país e causa:

  • aumento de chuva no Sul, com risco maior de eventos extremos;
  • redução de chuvas no Norte e em partes do Nordeste;
  • mais irregularidade nas precipitações no Sudeste e Centro-Oeste;
  • maior frequência de ondas de calor.

Segundo especialistas, um dos principais efeitos esperados é o aumento de períodos prolongados de calor, especialmente na primavera e no verão.

Mesmo com a alternância entre La Niña, neutralidade e El Niño, os cientistas destacam que o aquecimento global continua sendo o principal fator por trás das mudanças no clima.

Com os oceanos já mais quentes do que a média histórica, a expectativa é de que os próximos meses sigam registrando temperaturas elevadas em várias regiões do planeta.

Publicidade
Publicidade