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Operação prende 12 suspeitos ligados a grupo criminoso que usava WhatsApp para organizar tráfico no Ceará

Investigação começou em 2025 após a apreensão de celulares; grupo de mensagens era usado para monitorar integrantes, dividir áreas de atuação e repassar ordens

04/09/2026 às 09h46
Por: Rita de Cássia Fonte: GC Mais
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Uma investigação iniciada em 2025 levou a Polícia Civil do Ceará a identificar um núcleo de uma organização criminosa que, segundo as autoridades, utilizava um grupo de WhatsApp para organizar atividades criminosas na Região Metropolitana de Fortaleza. A apuração resultou em uma operação que cumpriu 12 dos 16 mandados expedidos em Fortaleza, Maracanaú, Pacatuba e Itapajé.

A maior concentração de prisões ocorreu em um residencial de Pacatuba, apontado pela Polícia Civil como principal área de atuação do grupo. Entre os presos nesta fase estão quatro mulheres e três pessoas que já estavam recolhidas no sistema prisional por outros crimes.

A operação é resultado de um trabalho iniciado ainda no ano passado, quando a Polícia Civil prendeu um suspeito e apreendeu aparelhos celulares. A análise do conteúdo dos telefones levou os investigadores até um grupo de WhatsApp chamado “Autoescola Fortaleza”.

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De acordo com o delegado Matheus Araújo, chefe do Departamento de Polícia Metropolitana, o nome do grupo não correspondia à finalidade real das conversas. A investigação identificou que o espaço virtual era utilizado pelo núcleo criminoso para acompanhar a própria atuação e transmitir orientações aos integrantes.

Grupo era usado para dividir áreas e monitorar integrantes

Segundo a investigação, as conversas encontradas no grupo indicavam uma estrutura de organização interna. Os integrantes acompanhavam a movimentação de outros membros, estabeleciam divisões de áreas dentro do residencial e repassavam orientações relacionadas ao tráfico de drogas.

O grupo também teria sido utilizado para tratar de formas de arrecadação de dinheiro. Conforme o delegado, a Polícia Civil identificou a realização de rifas envolvendo armas de fogo e outros materiais bélicos.

“Nós também tivemos como comprovar que eles utilizavam de rifas para levantar recursos financeiros, rifas de armas de fogo e de material bélico”, afirma Matheus Araújo.

A investigação também encontrou conversas relacionadas ao chamado “Tribunal do Crime”. O delegado, porém, ressalta que a apuração não confirmou que o grupo tenha determinado mortes.

A identificação desse tipo de conteúdo faz parte do material que será analisado pela Polícia Civil para compreender o funcionamento do núcleo investigado e o papel desempenhado pelos integrantes

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