
O Ceará possui apenas 26 docentes PcDs (Pessoas com Deficiência) no ensino superior, sendo 16 na rede pública e dez na rede privada. O total representa 0,31% do total de 8.384 professores do ensino superior cearense e coloca o Estado na oitava posição no ranking nacional.
O número faz parte da pesquisa "Pessoas com Deficiência e as Desigualdades Sociais no Brasil", que utiliza dados coletados pelo IBGE, Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) e Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) para estudar a vivência das pessoas com deficiência no País.
O Brasil possui 340.817 professores de graduações e pós-graduações, dos quais, apenas 958 possuem algum tipo de deficiência.
Ao todo, sete estados do País não possuem um único professor PcD em seus quadros da rede pública superior. Nos estabelecimentos privados, o número cai para apenas dois: Acre e Roraima.
Ao todo, 77,04% dos professores com deficiência do País estão concentrados nas regiões Sul e Sudeste, com predomiância do Estado de São Paulo, que soma 263 docentes.
O número de Pessoas com Deficiência (PcDs) matriculados no ensino superior brasileiro saltou de 33.377 em 2014 para 95.572 em 2024. Apesar do crescimento, o grupo continua representando menos de 1% do total de estudantes matriculados, saindo de 0,43% para 0,93% ao longo de dez anos.
De acordo com o levantamento, a maioria dos discentes com deficiência no Brasil (50.609) realizam o curso presencialmente. Entretanto, houve crescimento significativo do número de pessoas inscritas em modalidades de Ensino à Distância (EaD), que subiram de 11.915 em 2019 para quase 45 mil em 2024.
Até 2014, por exemplo, 79,81% dos estudantes estavam em cursos presenciais, enquanto 20,19% estavam em Instituições EaD. Em 2024, essa relação mudou para 52,95% in loco e 47,05% online.
A rede privada de ensino do estado do Ceará tem o 3° menor percentual de escolas com banheiros acessíveis do Brasil. Dados publicados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 18, indicam que 52,7% das instituições de ensino privadas do Estado possuem toaletes adaptados para pessoas com deficiência, à frente apenas de Alagoas (50,4%) e São Paulo (47,8%).
Os dados mostram um crescimento do percentual de banheiros acessíveis na rede privada cearense. Em 2016 o Estado ocupava o último lugar do País, com 26,1% das unidades de ensino particualares dispondo de sanitários adequados.
O ritmo de crescimento, entretanto, não foi suficiente para tirar o Ceará da antepenúltima posição no ranking, lugar que ocupa desde 2022.
O comparativo também mostra uma situação melhor na rede pública, onde 61,3% dos banheiros são acessíveis. O número coloca o Ceará no meio da tabela nacional, em 13° lugar.