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Campanha de Flávio afirma que só quebrará sigilos se, antes, analisar os de Lula

O senador eleito Deltan Dallagnol, representando a campanha do senador, disse que vai analisar “se os documentos estão completos“

22/10/2026 às 14h00
Por: Rita de Cássia Fonte: Opinião Ce
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Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República afirmou que entregará os documentos de quebra de sigilo ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se, antes, analisar os sigilos telefônico e bancário apresentados pela campanha de Lula (PT).

Representando Flávio, o senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR) afirmou que vai analisar “se os documentos estão completos”.

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De acordo com ele, em um primeiro momento, o objetivo será “verificar a completude” dos documentos e, posteriormente, analisar “indícios de enriquecimento ilícito, de ocultação patrimonial relativos a Lula e às pessoas próximas”.

Também representando a campanha de Flávio Bolsonaro, a advogada Maria Cláudia Buchianeri disse que precisa de uma “transparência real”. Conforme ela, “tudo aquilo que foi pedido na petição do presidente Lula, a campanha de Flávio vai oferecer sem nenhuma reserva”.

Quebras de sigilo

As campanhas de Lula e de Flávio Bolsonaro chegaram ao TSE nesta quinta-feira (22) para tratar da apresentação de documentos que permitem a quebra de sigilos pessoais dos dois candidatos e de aliados.

A primeira equipe a chegar foi a de Lula, por volta de 11h. Representaram o petista o senador Camilo Santana (PT-CE); o ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos (Psol); o presidente nacional do PT, Edinho Silva; o ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira; e a deputada reeleita Camila Jara (PT-MS).

Na sequência, chegaram ao TSE os representantes: a advogada Maria Claudia Bucchianeri e Deltan.

O embate sobre os sigilos teve início no último domingo (18), quando Lula desafiou Flávio para os dois abrirem o sigilo. Na segunda-feira (19), Lula anunciou o envio de documento autorizando a quebra de sigilo.

Imposição de exigências

Já na terça-feira (20), Flávio Bolsonaro impôs condições para abrir o seu sigilo. O senador concordou em abrir os dados de seus familiares citados e de empresas ligadas a ele, desde que Lula ampliasse os objetos das quebras de sigilo.

Entre as exigências feitas pelo candidato do PL está o levantamento que abrange tanto o período de mandatos anteriores de Lula quanto a atual gestão. Além disso, pede a quebra de sigilo de assessores próximos, como de Marco Aurélio Santana Ribeiro, o “Marcola”, ex-chefe de gabinete do petista.

A campanha de Lula, por meio do coordenador político, Camilo Santana, disse que o presidente não se opõe às condições. Na ocasião, o senador disse que estranhou, porém, a retirada de uma empresa da petição apresentada pela candidatura do PL, a Alcazar Holdings, controlada pelo advogado Willer Tomaz, que é investigado por lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção, peculato eletrônico, violação de sigilo funcional e envolvimento em fraudes no INSS.

Segundo reportagens divulgadas nos últimos dias pela revista Piauí e pelo portal de notícias UOL, Flávio seria uma espécie de “sócio oculto” da empresa, já que era considerado “usuário master” da conta bancária da Alcazar.

“A gente vê com muita estranheza ele tirar essa empresa que nós colocamos exatamente no requerimento do presidente. Então, que a imprensa possa cobrar dele”, sugeriu Camilo.

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