
O Nordeste respondeu por 40,5% dos empregos formais criados no Brasil em setembro. A Região registrou saldo de 49.142 postos de trabalho, resultado de 337.409 admissões e 288.267 desligamentos. No País, foram abertas 121.305 vagas com carteira assinada.
Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (4) pela Coordenação de Estudos e Pesquisas da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). As informações estão disponíveis na plataforma Data Nordeste.
No Ceará, o saldo foi de 5.156 novos empregos formais. O Estado ficou atrás de Pernambuco, que liderou a geração de vagas na Região, com 13.371 postos, Alagoas, com 11.110, e Bahia, com 9.626. Juntos, os três estados concentraram 69,3% do saldo nordestino. Todos os nove estados apresentaram resultado positivo em setembro.
Além do Ceará, os demais saldos foram registrados na Paraíba (3.895), Sergipe (3.668), Rio Grande do Norte (879), Piauí (783) e Maranhão (654).
A indústria foi o principal destaque da economia nordestina em setembro, com 17.899 novos postos de trabalho, o equivalente a 36,4% do saldo regional. O setor de serviços também apresentou resultado expressivo, com 15.193 vagas. Juntos, os dois segmentos responderam por 67,3% dos empregos criados na Região.
A indústria de transformação concentrou 16.384 das 17.899 vagas abertas pelo setor industrial, representando 91,5% do saldo. Alagoas liderou a geração de empregos industriais, com 7.980 postos, seguido por Pernambuco, com 5.890. Os dois estados responderam por 77,5% do resultado regional.
O Ceará registrou 690 novas vagas na indústria. Também tiveram saldos positivos Bahia (2.055), Sergipe (1.203), Paraíba (586), Rio Grande do Norte (133) e Piauí (85). O Maranhão foi o único estado com resultado negativo no setor, com o fechamento líquido de 723 postos.
Nos serviços, as atividades de Saúde Humana e Serviços Sociais geraram 4.257 empregos, enquanto Transporte, Armazenagem e Correio registraram 2.667 novas vagas. Na primeira atividade, a Bahia respondeu por 2.376 postos, o equivalente a 55,8% do saldo nordestino.
A construção abriu 5.556 vagas na Região, com destaque para Bahia (1.914) e Pernambuco (1.903). O comércio registrou saldo de 5.430 postos, impulsionado principalmente pela Bahia (1.162), Pernambuco (971) e Maranhão (841).
A agropecuária também encerrou setembro com resultado positivo, de 5.066 empregos. Pernambuco liderou, com 2.066 vagas, seguido por Alagoas (1.446) e Sergipe (1.136). Piauí e Bahia tiveram saldos negativos, com redução de 424 e 704 postos, respectivamente.
A faixa etária de 18 a 24 anos concentrou o maior saldo de empregos formais no Nordeste em setembro, com 24.299 novas vagas, quase metade do resultado regional. Também tiveram desempenho positivo os trabalhadores de 40 a 49 anos (7.740), de 30 a 39 anos (6.885) e de 25 a 29 anos (5.606). A única faixa com saldo negativo foi a de pessoas com 65 anos ou mais, que registrou 593 postos a menos.
Na análise por escolaridade, os trabalhadores com ensino médio completo lideraram a geração de empregos, com saldo de 28.996 vagas. Também se destacaram aqueles com até a 5ª série incompleta, com 5.963 postos, e os trabalhadores com ensino médio incompleto e escolaridade entre a 6ª e a 9ª série do ensino fundamental, ambos com 3.494 vagas.
Os homens ocuparam 35.578 dos novos postos, correspondentes a 72,4% do saldo regional. As mulheres responderam por 13.564 vagas, ou 27,6%. A remuneração média dos homens admitidos foi de R$ 2.121,50, enquanto a das mulheres ficou em R$ 1.984,18. A diferença foi de R$ 137,32.
De janeiro a setembro, o Nordeste acumulou saldo positivo de 261.643 empregos formais, o equivalente a 20,95% do resultado nacional. A média regional foi de aproximadamente 29,1 mil vagas por mês. No terceiro trimestre, o saldo chegou a 127.846 postos de trabalho. Apesar do resultado positivo, houve recuo de 27% em relação ao mesmo período de 2025. A média mensal entre julho e setembro foi de aproximadamente 42,6 mil empregos.
O levantamento também aponta a contribuição de áreas estratégicas para o desenvolvimento regional. Os municípios localizados na área de atuação da Sudene registraram saldo de 50.999 empregos em setembro, equivalente a 42% do resultado nacional.
No Semiárido, foram criadas 12.285 vagas. Já os municípios situados no bioma Caatinga apresentaram saldo positivo de 10.492 postos de trabalho.
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