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Justiça decide soltar donos da Kiss e dois membros de banda

Justiça decide soltar donos da Kiss e dois membros de banda

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
29/05/2013 às 20h39 Atualizada em 29/05/2013 às 20h39
Justiça decide soltar donos da Kiss e dois membros de banda
Foto: Reprodução

Entenda
O incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, região central do Rio Grande do Sul, na madrugada de domingo, dia 27 de janeiro, resultou em 242 mortes. O fogo teve início durante a apresentação da banda Gurizada Fandangueira, que fez uso de artefatos pirotécnicos no palco.O inquérito policial indiciou 16 pessoas criminalmente e responsabilizou outras 12. Já o MP denunciou oito pessoas, sendo quatro por homicídio, duas por fraude processual e duas por falso testemunho. A Justiça aceitou a denúncia. Com isso, os envolvidos no caso viram réus e serão julgados. Dois proprietários da casa noturna e dois integrantes da banda foram presos nos dias seguintes à tragédia, mas a Justiça concedeu liberdade provisória aos quatro em 29 de maio.

Veja as conclusões da investigação
-  O vocalista segurou um artefato pirotécnico aceso no palco
-  As faíscas atingiram a espuma do teto e deram início ao fogo
-  O extintor de incêndio do lado do palco não funcionou
-  A Kiss apresentava uma série das irregularidades quanto aos alvarás
-  Havia superlotação no dia da tragédia, com no mínimo 864 pessoas
-  A espuma utilizada para isolamento acústico era inadequada e irregular
-  As grades de contenção (guarda-corpos) obstruíram a saída de vítimas
-  A casa noturna tinha apenas uma porta de entrada e saída
-  Não havia rotas adequadas e sinalizadas de saída em casos de emergência
-  As portas tinham menos unidades de passagem do que o necessário
-  Não havia exaustão de ar adequada, pois as janelas estavam obstruídas

G1