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Adutora de Santa Quitéria está com projeto pronto e em fase de licitação

Adutora de Santa Quitéria está com projeto pronto e em fase de licitação

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
13/09/2014 às 20h27 Atualizada em 13/09/2014 às 20h27
Adutora de Santa Quitéria está com projeto pronto e em fase de licitação
Foto: Reprodução
De acordo com o titular da Delegacia dos Crimes Contra Administração e Finanças Públicas, Everardo Lima, responsável pelo caso, o inquérito aguarda análise dos materiais, que está sendo feita no Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo.
Isto porque a Perícia Forense do Ceará não possui os equipamentos necessários para os procedimentos. "Além disso, aguardamos também ouvir um técnico que vem de Lisboa da empresa que estava fazendo a supervisão das obras contratada pelo Governo do Estado. Caso o técnico não compareça, deverá ser ouvido por Carta Precatória", explicou o delegado.
A adutora possui história de falhas desde sua inauguração, em dezembro de 2013, quando o governador Cid Gomes foi constatar o problema de perto. Chegou a mergulhar no tanque da adutora, na tentativa de identificar o problema dos vazamentos. A população permaneceu mais de 15 dias sem água.
Os canos estavam se rompendo devido à pressão da água. Com um orçamento de R$18 milhões e mais de 32 quilômetros, a adutora estava em construção desde 2011 e deveria ser entregue antes do fim do ano. A construtora PWE Ltda, contratada inicialmente para a construção, decretou falência, tendo sido necessária a contratação com dispensa de licitação a empresa Primor, em caráter de urgência.
A adutora foi entregue para a Superintendência de Obras Hidráulicas no dia 20 de dezembro quando foi ativada. Na ocasião, foram identificado dez pontos de grandes vazamentos. Foi quando o governador acionou a Polícia Civil para investigar o caso. O inquérito foi instaurado em 23 de dezembro, atendendo ao pedido de Cid Gomes, que atuou por cinco dias diretamente na obra, cavando buracos, empurrando canos, carregando material de construção e até mergulhando para o fechamento de válvulas do sistema.
De 2013 até hoje, a SRH, juntamente com a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), vem instalando adutoras de montagem rápida (AMR), que diferem das convencionais por terem um prazo de execução mais rápidas, onde as tubulações são instaladas sobre a terra. 20 quilômetros de AMR levam em média 20 dias, enquanto esse mesmo tamanho em uma adutora convencional levaria cerca de seis meses, segundo informações do órgão. Já são 641,7km de AMR instalados em 23 municípios. Estão em construção quatro adutoras, que atenderão os municípios de Ipaumirim, Baixio, Umari e Alto Santo.
As obras com projeto pronto e recursos assegurados são as adutoras de Fortim, que já está em fase de licitação, e as de Palmácia, Santa Quitéria e Maranguape. Os recursos são do governo do Estado e do Banco Internacional Para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird). A SRH explicou, por meio da Assessoria de Imprensa, que há um profundo diagnóstico acerca da localização das adutoras convencionais, onde são estudadas a viabilidade das fontes hídricas, população atendida, prazo de execução, projeto etc.
Já as adutoras de montagem rápida, iniciadas no Ceará de forma inédita em maio de 2012 - no Brasil apenas o Ceará utiliza essa metodologia e é referência - são tratadas no Comitê Estadual de Combate à Seca e no Grupo de Segurança Hídrica.
Nos dois colegiados são criados gatilhos que indicam a utilização dessa tecnologia. A AMR é utilizada apenas para atendimento das sedes municipais que têm as suas fontes hídricas reduzidas pela seca que afeta os municípios cearenses.
São levados em conta para a instalação a população atendida, a topografia da região, o prazo para implantação, o custo operacional e a utilização de fontes alternativas.
De maio de 2013 até agosto de 2014 foram construídos mais de 600km dessas adutoras. Os sistemas convencionais são construídos pela Superintendência de Obras Hidráulicas (Sohidra) e as de montagem rápida pela Cogerh. As duas sob a coordenação da SRH.
O Açude Gameleira, que deve fornecer água para Itapipoca por meio da adutora, foi inaugurado em setembro de 2013com previsão de beneficiar mais de 115 mil moradores, com o investimento de R$ 40 milhões, em recursos do Progerirh, financiado pelo Banco Mundial (R$ 18 milhões), e governo do Estado, com R$ 22 milhões.
O açude tem em uma capacidade de acumulação de 52,64 milhões de metros cúbicos. É uma das medidas para suprir a demanda de água para abastecimento público da sede do município e das comunidades rurais nas suas proximidades.
O projeto do Gameleira ainda conta com a construção de uma agrovila para o reassentamento das famílias afetadas pelo empreendimento. Essa etapa foi orçada em mais de R$ 1 milhão. A agrovila contará com infraestrutura de estradas, saneamento, escola, posto de saúde, área de lazer, água e energia elétrica.

 Diário do Nordeste