O grupo chegou ao local por volta das 7h30 da manhã, mas só entrou às 8h30. De acordo com a atriz Marina Brito, uma das articuladoras do movimento, o diálogo com os funcionários presentes no prédio foi tranquilo. A Superintendente do Iphan - Ceará, Diva Maria Freire Figueiredo, também já tomou conhecimento e se reuniu brevemente com os artistas.
"Ela falou que todos os funcionários do Iphan estão sentidos com o fim do MinC, disse que entendia a ocupação e acolheu no sentido de não retirar a gente. Falou sobre alguns cuidados que precisamos ter, já que o prédio é tombado, e ficamos de nos reunir com ela novamente após uma reunião que teremos agora às 10h", informou Marina. A reportagem tentou conversar com a Superintendente, que preferiu se pronunciar somente no final do dia, quando já estivesse melhor contextualizada sobre o movimento.
Mobilização reuniu 200 pessoas na noite de segunda-feira (16)
A decisão de ocupar o prédio foi tomada em assembleia realizada na noite de segunda-feira (16), na Vila das Artes. Lá, mais de 200 pessoas, entre artistas, produtores, pesquisadores e apreciadores da cultura decidiram em consenso que realizariam a ocupação deste espaço, diretamente vinculado à pasta federal recém-extinta.
"É um movimento nacional. Queremos nos juntar a esse movimento contra o Governo Temer e a favor no Ministério da Cultura. A pauta é essa e está totalmente vinculada ao fato de sermos todos contra a legitimidade desse governo, associado diretamente a extinção do MinC", explica Marina Brito.
A atriz reforça que há um grupo nacional no Whatsapp articulando essas mobilizações. Brasil afora, artistas já ocuparam o Palácio da Cultura Gustavo Capanema, no Centro do Rio, na segunda (16), a Funarte de Belo Horizonte, no domingo (15) e a sede do Iphan de Curitiba, na sexta-feira (13). A ocupação do Iphan – Ce, garante Marina, "é por tempo indeterminado".
Diário do Nordeste