Os locais escolhidos para a votação atendem a sete critérios estabelecidos previamente pela comunidade. Além da proximidade do antigo distrito, também foram levados em conta abastecimento de água, disponibilidade de energia, facilidade de acesso, manutenção da vizinhança de Paracatu, relevo-topografia adequado e acesso a transporte público. O próximo passo será a realização do levantamento de expectativas com as famílias para definir como será o projeto urbanístico da nova comunidade, detalhes da estrutura e características de acabamento das casas.
Segundo o porta-voz da Samarco, José Luiz Santiago, a empresa dará andamento ao processo de aquisição da área escolhida e deverá fazer sondagens para avaliar o subsolo no local. A distribuição de terrenos será definida em parceria com os membros da comunidade.No acordo feito com Estados e União, está previsto que a reconstrução do vilarejo deve acontecer em até três anos. Atualmente, as famílias que tiveram as casas destruídas pelo incidente moram em residências alugadas pela Samarco.
Outras comunidades
Paracatu de Baixo é o último dos três vilarejos soterrados pela lama que deverão ser reconstruídos. Os outros são Bento Rodrigues (Mariana) e Gesteira (Barra Longa).Os antigos moradores de Bento Rodrigues escolheram em maio o local onde a comunidade será reassentada. O terreno no distrito de Camargos, conhecido como Lavoura, tem uma área de 350 hectares.Em junho, os habitantes de Gesteira, em Barra Longa, optaram pelo terreno de Macacos, de 7 hectares, que abrigará 55 famílias.
Folhapress