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PF cumpre mandados no Senado Federal e prende policiais legislativos

PF cumpre mandados no Senado Federal e prende policiais legislativos

21/10/2016 às 10h48 Atualizada em 21/10/2016 às 10h48
Por: Thiago Rodrigues
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Foto: Reprodução
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Entre os presos está o chefe da Polícia Legislativa, Pedro Ricardo Araújo de Carvalho, conduzido coercitivamente. Carvalho é homem de confiança do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
De acordo com a investigação, os agentes de segurança do Senado estariam dando apoio a a senadores que são alvos de investigações da Procuradoria-Geral da República. Os nomes dos beneficiados pelo esquema não foram divulgados oficialmente, mas as medidas de contrainteligência teriam sido feitas nos gabinetes e residências dos senadores Fernando Collor de Mello (PTC-AL), Edison Lobão (PMDB-MA) e do ex-senador José Sarney.
A operação, realizada em conjunto com o Ministério Público Federal, não fez buscas em residências ou gabinetes de parlamentares.
Há provas de que o grupo liderado pelo Diretor da Polícia do Senado tinha atuava para criar embaraços às investigações da Polícia Federal contra senadores e ex-senadores. Para executar as ações criminosas, o grupo utilizava equipamentos de inteligência.
Pedro Carvalho teria, inclusive, ordenado a prática de atos de intimidação à PF quando o órgão cumpria mandado expedido pelo Supremo Tribunal Federal no apartamento funcional de um senador.
Ao todo, foram cumpridos 9 mandados judiciais, todos em Brasília. Além dos 4 de prisão temporária, há 5 de busca e apreensão, sendo um deles nas dependências da Polícia do Senado. Segundo a PF, os mandados foram expedidos pela 10º Vara Federal do Distrito Federal.
Os investigados responderão por associação criminosa armada, corrupção privilegiada e embaraço à investigação de infração penal que envolva organização criminosa. As penas, somadas, podem chegar a 14 anos e 6 meses de prisão, além de multa.
A Justiça Federal também determinou a suspensão do exercício da função pública dos policiais do Senado envolvidos.
Métis, o nome da operação, é uma  referência à deusa da proteção, que tema a capacidade de antever acontecimentos.
A ação ocorre dois dias após a prisão do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e um dia após as revelações de denúncias contra Fernando Collor.

Redação Web
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