A rotina de preparação da estudante Anne Caroline Santana, 17, já não é mais a mesma. Há algumas semanas ela começou a intensificar os estudos nas disciplinas em que mais sente dificuldade. Aluna do Colégio Militar do Corpo de Bombeiros (CMCB), no Centro, ela afirma que só descansa quando chega em casa, após o dia inteiro de aulas. “O nervosismo aumenta quando vai chegando perto da prova, mas o cansaço também aumenta. Já chego bem cansada e só reviso”, compartilha.
Unanimidade apontada por estudantes e professores, a ansiedade é considerada o maior desafio nestes dias. No CMCB, o coordenador pedagógico relata que os professores tentam reduzir a tensão dos alunos. “Já se passou o ano todo falando da prova. Se for fazer mais pressão, vai prejudicar todo o trabalho. Neste momento a gente tem que ser pai, mãe, psicólogo, padre”, diz.
Na reta final para o Exame, Anderson Sousa, professor de química da escola Paulo Petrola, na Barra do Ceará, usa as aulas para tirar dúvidas, passar dicas e revisar conteúdos. Ele reforça que a preparação em casa também é importante. Pais e familiares devem evitar pressionar os candidatos. “Os estudantes colocam muita expectativa, mas os pais têm que ajudar neste trabalho de minimizar a ansiedade”, indica.
O POVO Online