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OAB pede ao Supremo que Maia analise com urgência impeachment de Temer

OAB pede ao Supremo que Maia analise com urgência impeachment de Temer

17/08/2017 às 14h45 Atualizada em 17/08/2017 às 14h45
Por: Thiago Rodrigues
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Foto: Reprodução
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O afastamento dele foi solicitado à Casa em maio, dias após o início do escândalo da JBS. Para a instituição, o presidente cometeu crime de responsabilidade e violou o decoro do cargo.
No mandado de segurança protocolado no Supremo, o presidente do conselho nacional da OAB, Claudio Lamachia, requer que Maia seja acionado para fazer andar no Legislativo a análise sobre o afastamento de Temer.
Pelas regras da Câmara, o presidente deve verificar se o pedido de impeachment atende aos requisitos e encaminhá-lo para uma comissão, que decide se ele terá seguimento.

Bases para a denúncia
A denúncia da OAB se baseia em "provas amplamente divulgadas pela mídia", além de usar as delações dos irmãos Batista como fundamento. E solicita que Joesley e Wesley sejam chamados como testemunhas no processo.
O presidente da Câmara, que é aliado de Temer no Congresso, deve tomar uma atitude sobre a solicitação, "seja para seu recebimento e processamento, seja para sua rejeição liminar", diz a OAB.
"Não o é outorgada [a Maia] a faculdade legal de nada fazer, sob pena de mitigar a independência do parlamento e impossibilitar a investigação acerca de ilegalidades perpetradas pelo chefe do Poder Executivo quando este detiver o apoio do presidente da Câmara dos Deputados", diz o documento enviado ao Supremo.
Nele, Lamachia cobra que a Câmara desengavete o pedido feito pela OAB há mais de 80 dias e diz que "o atraso injustificado" na análise da denúncia "resta em flagrante prejuízo à sociedade".

"Omissão"
Ao "deliberadamente retardar" a avaliação do pedido, afirma a entidade, Maia "incorre em omissão caracterizadora de desvio de finalidade".
Não está previsto em lei um prazo para que seja feita a análise de pedidos do tipo, mas a Ordem considera que a falta de providências "representa ato ilegal e omissivo e, ao final, revela grave violação aos preceitos constitucionais".
Maia ainda não se manifestou sobre o assunto.
No início do mês, a Câmara rejeitou a autorização para que o STF analisasse a aceitação da denúncia de corrupção passiva contra o presidente formulada pela Procuradoria-Geral da República.

Folhapress
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