A ordem acredita que o universo enfrenta um momento de “transição planetária”, o que acarreta violência, conflitos e outras mazelas de escala global. O grupo também defende que os seres humanos foram criados em laboratório por um grupo de seres “autoconscientes”, vindos de outros planetas, como parte de uma experiência.
Juridicamente, se trata de uma associação sem fins lucrativos, mas eles preferem se identificar como “membros de uma missão”, evitando o termo religião. Entre os desígnios da missão, estão a harmonização e o bem-estar pessoal, social e cósmico.
Até 2015, a Ordem dos Guardiões dos Faraós era um grupo fechado, com atividades voltadas apenas para membros efetivos. Após uma flexibilização, uma equipe jornalística foi recebida no interior da pirâmide, participou de um encontro dos iniciados e teve acesso a informações sobre o coletivo.
A estrutura fica em um sítio a nove quilômetros da zona urbana de Umirim. Por ser de pouco acesso e desconhecida, os moradores da cidade têm explicações diferentes para a pirâmide. “Dizem que é um local onde se reza nu”, arrisca a comerciante Ana Maria Alves. “É um campo de pouso de disco-voador”, diz Paulo Rocha. O vendedor ambulante Henrique da Silva prefere não arriscar: “Ninguém sabe o que é, só eles mesmos. É um local só deles e pronto.”
G1 CE