Segundo avaliação divulgada em julho, em relação ao mês anterior, o número de municípios nordestinos em condição de seca severa triplicou. No dia 28 de julho, 115 municípios cearenses estavam em situação de emergência por estiagem ou seca decretada ou homologada pelo Governo do Estado do Ceará e reconhecida pelo Governo Federal, por meio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil.
Ainda conforme o Cemaden, em agosto, em comparação ao mês anterior (julho), houve uma redução de 90% no número de municípios do Nordeste em condição de secas extrema e severa. No Ceará, a diminuição do número de municípios em condição de seca severa deve-se aos acumulados de chuva que ocorreram principalmente nos meses de junho e julho. A média histórica de precipitação para o mês de julho é de 15.4 mm. O observado, porém, foi uma precipitação de 29.5 mm, o que representa um desvio de 91,8%, ou seja, quase o dobro do esperado.
Considerando isoladamente a situação do Ceará, segundo Raul Fritz, meteorologista da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), "a previsão para agosto é de que as regiões compreendidas no Centro e ao Sul do Estado do Ceará sejam, possivelmente, as que mais sofram com a condição de seca, que pode ter se agravado em razão das poucas chuvas previstas para a época".
As regiões em melhor situação seriam as da área litorânea entre a Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) e a fronteira com o Estado do Piauí. Em relação aos demais estados do Nordeste, o Ceará se encontra em situação mediana.
Diário do Nordeste