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Ministério da Saúde estuda tirar insulina do "Farmácia Popular"

Ministério da Saúde estuda tirar insulina do "Farmácia Popular"

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
16/09/2017 às 07h00 Atualizada em 16/09/2017 às 07h00
Ministério da Saúde estuda tirar insulina do
Foto: Reprodução
O representante da pasta, o ministro Ricardo Barros, afirma que o Ministério da Saúde paga pela unidade do produto distribuída no Farmácia Popular R$ 27,50, quase três vezes mais do que é desembolsado para o produto distribuído na rede pública, cerca de R$ 10. Estimativas de mercado indicam que 30% do acesso à insulina no Brasil é feito por meio das farmácias credenciadas ao programa. Em entrevista ao Estadão, o ministro afirmou que a insulina será mantida “desde que não onere os recursos públicos.”
Ainda conforme a reportagem, pela proposta feita pelo ministério, caso não haja entendimento, a insulina deixaria de ser distribuída no “Aqui Tem Farmácia Popular” a partir de 1º de janeiro de 2018. Procurado, no entanto, o ministério disse não haver data definida.

Programa “Aqui Tem Farmácia Popular”
Estão incluídos no “Aqui Tem Farmácia Popular” 42 produtos. Do total, 26 medicamentos (para o tratamento de hipertensão, diabetes e asma) são adquiridos pelo Ministério da Saúde e distribuídos aos pacientes de forma gratuita. Para os demais produtos, os descontos chegam a 90%.
Atualmente, o investimento no programa é de R$ 2,6 bilhões. Caso nenhuma mudança seja feita, o governo estima que, para 2018, o “Farmácia Popular” exigiria R$ 3 bilhões. A proposta de Barros é reduzir a base de cálculo dos remédios, o que, a princípio, traria uma economia de R$ 750 milhões. Estimativas de mercado indicam que 30% do acesso à insulina no Brasil é feito por meio das farmácias credenciadas ao programa.
A proposta, no entanto, provocou uma forte reação do setor produtivo, que ameaça sair do programa.

O POVO Online