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CGU identifica 346 mil cadastros do Bolsa-Família com indícios de fraude

CGU identifica 346 mil cadastros do Bolsa-Família com indícios de fraude

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
04/01/2018 às 09h58 Atualizada em 04/01/2018 às 09h58
CGU identifica 346 mil cadastros do Bolsa-Família com indícios de fraude
Foto: Reprodução
O cadastro para inclusão das famílias que irão receber os benefícios sociais é de responsabilidade das prefeituras. De acordo com a CGU, os registros com indícios de fraudes envolvem servidores públicos e pessoas que possuem casa própria e automóveis importados. Até famílias com renda maior que R$ 1,9 mil por pessoa estavam entre os beneficiários do programa.
As informações, com base nos levantamentos da CGU, apontam que foram pagos indevidamente R$ 1,3 bilhão a quem não tinha direito.  A CGU realizou um pente-fino nos registros de 2,5 milhões de famílias com cadastros suspeitos, devido a problemas de informações sobre o CPF dos beneficiários, o tamanho e a renda dos núcleos familiares.
A informação sobre as fraudes, divulgada pelo “Bom Dia Brasil”, da TV Globo, foi repassada ao Ministério do Desenvolvimento Social (MDS). Segundo a pasta, entre outubro de 2016 e dezembro de 2017, o governo federal já promoveu a revisão do benefício em 4,7 milhões de cadastros irregulares. O governo não informou ao “Bom Dia Brasil” se os 346 mil cadastros identificados pela CGU estão incluídos entre os casos revistos pelo MDS.