A denúncia faz parte das investigações do chamado “quadrilhão do MDB”. O magistrado também abriu ação penal contra outras 7 pessoas. Os acusados agora passam à condição de reús.
A denúncia foi apresentada em setembro de 2017 pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Depois de a Câmara dos Deputados suspender o trâmite das investigações contra Temer, os casos em que figuravam pessoas sem foro privilegiado foram enviados à Primeira Instância da Justiça Federal em Brasília. Em 21 de março, a Procuradoria da República no Distrito Federal aditou a denúncia, acrescentando cinco novos nomes ao rol de acusados, entre eles Lima e Yunes.
Também tornaram-se réus nesta segunda-feira (09) os ex-ministros Geddel Vieira Lima, Henrique Eduardo Alves, o deputado cassado Eduardo Cunha, o ex-assessor especial da Presidência Rodrigo Rocha Loures, o operador Lúcio Funaro, Altair Alves Pinto e Sidney Szabo, apontados como pessoas próximas a Cunha.
Segundo a PGR, o esquema desenvolvido permitiu que os denunciados recebessem pelo menos R$ 587 milhões em propina desde 2006 por meio de desvios na Petrobras, Caixa Econômica Federal, Ministério da Integração Nacional entre outros órgãos. Todos os acusados negam irregularidades.
Contra Yunes pesa o fato de ter admitido que recebeu um pacote da Odebrecht em 2014, depois repassado ao hoje ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB).
Poder 360