A imagem da criança morta dentro do caixão improvisado, divulgada nas redes sociais, aumentou ainda mais a indignação dos moradores do município.
A equipe de reportagem foi até o município conversar com a mãe. No entanto, ela não quis dar nenhum tipo de declaração. A avó do garoto, ainda abalada, também se recusa a falar, mas responsabiliza a Prefeitura.
A reportagem do Vem Que Tem tentou contato com a Prefeitura, já que em 3 de maio deste ano, segundo o Tribunal de Contas do Estado, a Prefeitura havia feito licitação de 220 caixões, no valor de R$ 118.499,60. Desse total, 80 caixões eram infantis.
A secretária de Saúde do Município, Nilzete Zeidan, informou que o município fez a solicitação de caixão para o bebê, mas houve atraso por parte da funerária vencedora do processo licitatório.
Uma nota enviada pela funerária afirma que houve falha mecânica no carro que se deslocava da empresa para a residência onde se encontrava o falecido. “Devido à falta de sinal telefônico, o contato entre empresa, motorista e prefeitura ficou impossibilitado, o que causou atraso no procedimento”.
Já a Prefeitura de Uruburetama, também por meio de nota, informou que a administração pública não tolera o equívoco e a deficiência da prestação de serviço no apoio à família e disse que todas as medidas cabíveis estão sendo tomadas.
Tribuna do Ceará