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Açudes do Ceará estão com 14% da capacidade

Açudes do Ceará estão com 14% da capacidade

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
14/09/2018 às 08h57 Atualizada em 14/09/2018 às 08h57
Açudes do Ceará estão com 14% da capacidade
Foto: Reprodução
A quantidade de águas recebidas foi importante para nos aproximarmos do fim do ano com situação um pouco mais favorável que os anos anteriores. Em 2016, por exemplo, foi registrado o pior setembro desde 2012, quando o estado chegou a 8,8% das reservas hídricas.
Foi principalmente entre o final do ano passado e o início deste ano que grandes açudes de abastecimento da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), como Orós e Castanhão, chegarem aos menores percentuais de reservas. Somente a partir de maio deste ano esses açudes apresentaram abastecimento mais significativo em relação aos anos anteriores.
De acordo com Francisco Teixeira, titular da Secretaria dos Recursos Hídricos do Ceará, apesar de mais favorável, o cenário ainda preocupa bastante. "A gente não saiu de uma situação crítica ainda. Nós estávamos no início do ano com 7% das nossas reservas hídricas. Terminou o período chuvoso e chegamos a 17%, então ganhamos 10 pontos percentuais", afirma. No entanto, segundo ele, permanecer abaixo dos 20% ainda é bastante grave.
Dados do Portal Hidrológico destacam os açudes Germinal, em Palmácia e Jenipapo, em Meruoca, com, respectivamente, 97,83% e 97,15% da capacidade. Os outros açudes com volume acima de 90% são Tucunduba, em Senador Sá e Itapajé. Ainda assim, 91 reservatórios estão com volume inferior a 30%, sendo 37 com volume morto ou secos. Apesar de não ter o maior percentual de volume, a bacia com maior quantidade de água registrada é de Acaraú, com 534 hm³.
O Castanhão, localizado no Médio Jaguaribe e principal açude de abastecimento da RMF, chegou a ter as comportas fechadas para envio de água. O açude apresentou elevação no volume e saiu de 2% em fevereiro deste ano para 8,7% em maio. O volume atual é de 6,4%.
"Nessa nossa grande seca de seis anos, nós exaurimos praticamente nossas reservas. Ainda é uma situação que merece uma atenção especial, muito monitoramento para poder fazer com que essa água chegue até a próxima estação chuvosa", explica Teixeira.

O POVO Online