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Indústrias investem R$ 1,6 bi e criam 6,6 mil empregos no CE

Indústrias investem R$ 1,6 bi e criam 6,6 mil empregos no CE

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
24/09/2018 às 09h27 Atualizada em 24/09/2018 às 09h27
Indústrias investem R$ 1,6 bi e criam 6,6 mil empregos no CE
Foto: Reprodução
Entre os setores atendidos pela Sudene estão os de infraestrutura, alimentos, têxtil, calçados, transportes, telecomunicações, eletroeletrônico, petroquímico, entre outros.
De acordo com o coordenador-geral de Incentivos e Benefícios Fiscais e Financeiros da Sudene, Silvio Carlos do Amaral, os incentivos fiscais são necessários principalmente para atrair mais investimentos robustos para o Nordeste. "Esses recursos ficam nas empresas para que elas os utilizem na modernização e expansão dos negócios. Esses incentivos contribuem para desenvolver empresas na Região. É papel do governo auxiliar na redução das desigualdades regionais porque o Nordeste sofre com essa carência de infraestrutura. Eu tendo um incentivo eu tenho condições de atrair mais empresas para cá", explica.

Estímulo
Os incentivos são relativos à redução de 75% do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) de empresas estabelecidas. "É um trabalho que tem dado certo ao longo dos anos. Toda a área de atuação da Sudene, entre os anos de 2013 a 2017, conseguiu gerar com essas empresas investimentos da ordem de R$ 190 bilhões neste período", acrescenta. Segundo ele, foram 1,8 mil empreendimentos aprovados pelo órgão e geração de 800 mil empregos na Região.
"No que diz respeito aos incentivos, se houver um cenário econômico estável, a tendência é de crescimento. Se a economia começar a deslanchar, a gente vai poder ver muitas empresas sendo incentivadas e podendo investir no Nordeste", observa.

Comparativo
De janeiro a agosto do ano passado, as empresas que obtiveram esses incentivos investiram mais de R$ 13,6 bilhões, montante 88,2% maior do que no mesmo período de 2018. A explicação, de acordo com a Sudene, é relativa ao aporte bilionário feito pela Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), considerado atípico para o programa de incentivos fiscais. "Um investimento deste tamanho não ocorre todos os anos, então 2017 foi atípico", observou o coordenador.
Dos 313 pleitos concedidos no ano passado, 43 foram de empresas estabelecidas no Ceará, cujos investimentos superaram os R$ 14 bilhões. O número é 127,4% a mais do que em 2016 quando o aporte foi de pouco mais de R$ 6,2 bilhões. Os projetos geraram pelo menos 20 mil empregos no período.

Diário do Nordeste