Em 2016, foram 56.790 casos da doença em todo o Brasil. Os dados divulgados pela pasta apontam que, naquele ano, ocorreram 16.166 mortes no País em decorrência do câncer de mama, sendo 647 no Estado.
As razões para o crescimento do número, de acordo com o mastologista Olívio Feitosa, do ICC, tem relação com dois fatores: aumento da expectativa de vida e detecção da doença. Em 2017, o tempo médio de vida da mulher chegou a 79 anos e, com isso, aumentaram as chances de tumores. O diagnóstico ampliado, no entanto, ainda não chegou ao Interior. A porcentagem de cura do câncer de mama quando descoberto em estágio inicial, segundo o Inca, é de 95%.
O que se percebe, segundo o especialista, é crescimento na faixa etária entre 45 e 65 anos, que está relacionado a uma série de fatores. Má alimentação e falta de atividade física são as principais causas.
No Interior, principalmente, o tema ainda é tabu. As mulheres sentem um "caroço" na mama e, segundo o médico, têm medo de procurar um especialista para diagnosticar o problema. Ou ainda, quando se dão conta do tumor têm dificuldade de encontrar mamógrafo e profissionais especializados.
"Não necessariamente as mulheres estão se cuidando mais. No Interior do Nordeste, por exemplo, chegam muitos casos já avançados da doença. O que a gente percebe é que aumentou o diagnóstico, mas não diminuiu o tempo de espera da mamografia", avalia o médico.
A recomendação para realizar a mamografia é a partir dos 40 anos para mulheres que não tiveram casos na família, envolvendo mãe, avós ou irmãs com câncer.
O POVO Online