No ano passado, durante 10 meses, 123 pacientes foram avaliados e entrevistados sob orientações do cirurgião Raimundo Thompson Gonçalves Filho, membro do Capítulo do Ceará do Colégio Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial (CBCTBMF).
Todas as vítimas foram submetidas à cirurgia para tratamento de fraturas faciais, porém, 49,6% delas tiveram fraturas em múltiplos pontos da face. Do total de pacientes, 75,6% não utilizava capacetes; 73,2% não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH); e 38,2% havia ingerido bebida alcoólica antes do acidente. Além das lesões na face, foram percebidas rupturas em outros ossos do corpo em 20,3% dos pacientes.
É necessária a implementação de um trabalho contínuo de campanhas educacionais para o público, com foco principal na utilização de equipamentos de segurança”, destaca o cirurgião.
Ainda segundo o estudo, 61,8% dos acidentados aconteceram em cidades do Interior do Estado do Ceará. Para o agente de trânsito do Departamento Municipal do Trânsito (Demutran) do Crato, Edilson Marques, o problema já pode ser considerado ‘cultural’.
“São pessoas que só respeita o Código de Trânsito na presença das autoridades. Na Zona Rural, as pessoas não usam, realmente, por não quererem. Alguns acham que só é obrigatório na Capital, isso é muito frequente”, revela.
Diário do Nordeste