Segundo o delegado geral da Polícia Civil, Everardo Lima, e o diretor da Célula de Inteligência, Julius Bernardo, os valores transferidos para a conta dos golpistas, segundo os primeiros levantamentos, ficam entre R$ 70 e R$ 80 mil.
Conforme a polícia, os criminosos conseguiam o acesso aos contatos e à conta no aplicativo de mensagem da vítima através da solicitação do resgate do número para um suposto novo chip. De posse do número, os suspeitos passavam a conversar com os contatos das pessoas por meio do WhatsApp. As conversas mudavam de acordo com o perfil dos alvos. Para algumas pessoas, o grupo de criminosos solicitava dinheiro para resolver contratempos como trocar pneu de um carro ou comprar um eletrodoméstico. Já para outros, o assunto que o golpista usava para pedir dinheiro seria a compra de um carro ou pagamento de algum serviço contratado.
As vítimas da ação começaram a ser ouvidas. Alguns suspeitos já foram identificados pela polícia, dentre eles, um dos chefes do grupo, que é interestadual. Outras pessoas são investigadas por participação direta ou indireta no esquema. A polícia apura o envolvimento do grupo em ações contra as prefeituras do Ceará.
Diário do Nordeste