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Número de mortos em Brumadinho sobe para 99, 259 estão desaparecidos

Número de mortos em Brumadinho sobe para 99, 259 estão desaparecidos

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
30/01/2019 às 18h43 Atualizada em 31/01/2019 às 09h46
Número de mortos em Brumadinho sobe para 99, 259 estão desaparecidos
Foto: Reprodução
Dos 99 mortos confirmados até agora, 57 já foram identificados. O número de pessoas desalojadas subiu de 135 para 175, segundo o governo de mineiro.
De acordo com o delegado da Polícia Civil Arlen Bahia, os corpos resgatados da lama estão chegando ao Instituto Médico Legal (IML) em estado avançado de decomposição. "Então, a partir daí, principalmente em relação aos segmentos corpóreos, nós temos de montar um quebra-cabeça", afirmou. Diante da impossibilidade de reconhecimento facial por impressões digitais, exames odontológicos e de DNA começam a ser feitos para identificação das vítimas.
O porta-voz do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, tenente Pedro Aihara, comentou as dificuldades do trabalho de buscas. "Em primeiro lugar, é bem impactante. Pela força da lama, muitas vezes não é possível encontrar o corpo íntegro. Muitas vezes são localizados segmentos de corpos", afirmou. Segundo ele, o fato de o ambiente estar "tomado de lama" torna difícil diferenciar corpos humanos de outras matérias orgânicas ou animais.
"Às vezes, na busca visual no sobrevoo, como a gente tem aquele tom todo monocromático, isso também prejudica. Por isso que a gente utilizou uma série de equipamentos específicos. Os corpos que estavam no nível superficial – já foi feito o trabalho de recuperação deles. Agora entra numa característica mais técnica da operação, que a gente precisa fazer várias escavações."
Aihara descreveu a lama como "um dos terrenos mais difíceis de trabalhar", porque, ao contrário do concreto, não permite o uso de maquinário pesado nas operações.
Desde sábado (26) não são achados sobreviventes. Para os bombeiros, é muito pequena a possibilidade de achar alguém vivo em meio ao mar de lama.
O tenente coronel Flávio Godinho, da Defesa Civil, afirmou ainda que a Vale vai estabelecer sete pontos de acolhimento para as vítimas.
Nesses locais, deve haver psicólogos, assistentes sociais, médicos e enfermeiros. Será oferecida alimentação à população presente, e também deve haver atendimento em relação a direitos trabalhistas e questões jurídicas. Todos devem receber transporte para esses locais de acolhimento e para o IML.

G1