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Número de novos casos de tuberculose diagnosticados no Ceará é o maior em 10 anos

Número de novos casos de tuberculose diagnosticados no Ceará é o maior em 10 anos

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
22/03/2019 às 10h21 Atualizada em 22/03/2019 às 10h21
Número de novos casos de tuberculose diagnosticados no Ceará é o maior em 10 anos
Foto: Reprodução
Desde 2008, o Ceará contabiliza 39.353 ocorrências da enfermidade. A incidência, contudo, passou por diminuição. Enquanto em 2008 era de 44,8 casos para cada 100 mil habitantes, em 2018 o índice desceu para 42/100 mil habitantes.
O município de Sobral, na Região Norte, teve a maior incidência da doença em 2018, registrando uma média de 76,5 por 100 mil habitantes (155 casos). Fortaleza vem em seguida, com uma média de 65,5 (1.672). Caucaia registrou a terceira maior média, de 59,6 (210), seguida de Juazeiro do Norte, com 47,2 (110). A doença foi diagnosticada em quase todo o território do Ceará.
Segundo a Sesa, os novos casos foram registrados em pessoas que não tinham sido vacinadas contra a doença. A vacina está disponível no Calendário Básico de Vacinação e disponível na rede pública para crianças. A BCG deve ser aplicada na crianças logo após o nascimento ou até, no máximo, os 4 anos, 11 meses e 29 dias de idade.

Óbitos
A quantidade de óbitos por tuberculose registrada no ano passado chegou a 222 pacientes. Nos últimos 10 anos houve 2.333 mortes em decorrência da doença.
O número de mortes em 2018 foi maior que no ano anterior, quando 195 infectados perderam a vida.
No ano de 2016, a Organização Mundial de Saúde reconheceu a tuberculose como a doença infecciosa que mais mata no mundo, além de ser a primeira a levar portadores da AIDS à óbito.

Entraves no diagnóstico
No boletim, a Sesa aponta que um dos principais entraves para o controle da doença é a falha no exame dos contactantes, já que apenas 51% do total de casos novos foram examinados em 2018. A Meta do Ministério da Saúde é que 100% dos casos sejam investigados.
Em 2008, 90,6% das ocorrências foram notificadas após atendimento da Atenção Primária à Saúde (APS). Em 2018, no entanto, essa proporção caiu para 75,8%. o que representa uma redução de 16,3% em relação a 2008.
Em contraponto a este cenário, o número de notificações da enfermidade no nível hospitalar aumentou, passando de 6,1%, em 2008, para 17,9%, em 2018. A quantidade de registros feitos por unidades hospitalares, como policlínicas, centro de especialidades, unidades particulares e presídios, também cresceu, apesar de ser em menor proporção. Em 2008, o valor era de 1,3%. Em 2018, esse percentual foi para 3,8%, um crescimento de 1,3%.

G1 CE