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Cearense é selecionada para evento em Harvard após concorrer com mais de 500 estudantes

Cearense é selecionada para evento em Harvard após concorrer com mais de 500 estudantes

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
27/03/2019 às 21h13 Atualizada em 27/03/2019 às 21h13
Cearense é selecionada para evento em Harvard após concorrer com mais de 500 estudantes
Foto: Reprodução
O evento acontece no próximo dia 10 de maio, e é organizado pelo Instituto de Pesquisa Afro-Latino-Americano Hutchins Center da universidade americana. A mostra reunirá as melhores teses de doutorado sobre temas afro-latinos-americanos. A pesquisa de Leilane aborda a temática dos modos de vida e os conflitos pelo uso dos recursos naturais na comunidade quilombola do Cumbe, no município de Aracati.
“Eu sempre gostei de trabalhar temas relacionados à afro-brasilidade porque é como eu me identifico, como negra. Então é uma temática que eu sempre tive interesse por identificação pessoal. Desde o mestrado, trabalho com comunidades quilombolas”, revela a doutoranda.
“É uma sensação muito boa de orgulho por estar participando de um evento tão grande, com discussões, oportunidade de receber contribuições tão grandes de outros professores que vão estar lá participando desse evento”, complementa a pesquisadora cearense.
O envolvimento com as comunidades pesquisadas, inclusive, foi fundamental para a inscrição na seleção do programa. “Foi um morador da própria comunidade, o ‘João do Cumbe’, que viu a chamada (do evento), acho que no site da Capes (Conselho Superior da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e enviou para uma das professoras que trabalha comigo”. A docente em questão é Adryane Gorayeb, vice-coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFC.

Reconhecimento

Para Adryane, a participação tem repercussão fundamental no reconhecimento do trabalho desenvolvido. “Isso denota o impacto social positivo das pesquisas desenvolvidas na UFC. O prêmio revela a qualidade do trabalho desenvolvido, ou seja, como um dos melhores do mundo. Nós somos capazes de desenvolver trabalhos acadêmicos de alta qualidade, dentro da área das Ciências Humanas, apesar do preconceito que existe com essa área”, complementa a vice-coordenadora.
Além do reconhecimento para a pesquisa acadêmica, a participação vem como oportunidade de destaque às comunidades e temas estudados. “Dar visibilidade é uma das maiores contribuições que a gente pode dar para as comunidades. Mostrar que elas existem, quais são as condições de vida desses moradores. Essa é a maior contribuição que posso deixar. Sinto-me feliz não só por mim, como pesquisadora, mas também em ‘levar a comunidade comigo’’”, finaliza a estudante da UFC.

Diário do Nordeste