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Farmácias do Ceará vão elevar preços dos remédios em até 15 dias

Farmácias do Ceará vão elevar preços dos remédios em até 15 dias

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
02/04/2019 às 10h31 Atualizada em 02/04/2019 às 10h31
Farmácias do Ceará vão elevar preços dos remédios em até 15 dias
Foto: Reprodução
De acordo com Maurício Filizola, diretor-tesoureiro do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Estado (Sincofarma), algumas empresas conseguem segurar o acréscimo em razão de um estoque robusto. "Na medida em que as farmácias vão recebendo os novos valores é que elas podem operacionalizar, o que leva de uma semana a 15 dias", estima. Entram no cálculo fatores como a inflação brasileira, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), variação cambial e tarifas de energia.
Segundo a CMED, será uma correção igualitária para os três grupos de insumos: os de maior concorrência, moderada e concentrada. Atualmente, mais de 12 mil apresentações de medicamentos são comercializadas no País. Joseph Vasconcelos, professor do Departamento de Teoria Econômica da Universidade Federal do Ceará (UFC), explica que o segmento não tem indicador próprio.
"Na inexistência de um índice oficial de preços específico para o setor de fármacos, a empresa reguladora tenta captar a inflação de custo adicionando alguns componentes ao IPCA para se chegar ao percentual de aumento a ser autorizado", esclarece. São levados em conta então os insumos usados pela indústria farmacêutica, como energia e componentes químicos comprados no mercado externo. O reajuste é aplicado para equilibrar as receitas e os custos do setor.
?De acordo com a última Pesquisa de Orçamentos Familiares do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a participação dos remédios na despesa orçamentária foi de 2,3%, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), em 2018.
Em nota, o Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma) destacou que o reajuste "não acarreta aumentos automáticos e imediatos". Érico Veras Marques, pesquisador da área de finanças pessoais e comportamentais da (UFC), acredita que a saída é uma boa saúde financeira. "O consumidor está passando pelas altas da conta de energia, plano de saúde, medicamentos, e está num ambiente onde não tem aumento de salário. Enquanto o ambiente econômico não melhora, o consumidor tem que tomar cuidado no processo de endividamento".
Para aplicar o reajuste, as empresas fabricantes devem encaminhar as informações de vendas realizadas no segundo semestre do ano passado e informar o percentual de ajuste que pretendem aplicar, não podendo ultrapassar o teto.

O POVO Online