Do total, 180 mil ocorrências foram registradas em Fortaleza e na Região Metropolitana (RMF); já no interior do estado, foram cerca de 13 mil. No mesmo período, a empresa investiu R$4,7 milhões no setor de combate às fraudes, possibilitando a recuperação mensal estimada de 117 mil metros cúbicos de água, ou seja, 117 milhões de litros.
A companhia explica que, entre os principais tipos de fraudes contabilizadas, estão:
- Ligações clandestinas
- Irregularidades nos hidrômetros
- Violação de ligações cortadas ou do lacre do medidor
- Desvio de água antes do hidrômetro (by-pass)
As ligações clandestinas, popularmente conhecidas como “gatos”, por exemplo, ocasionam vazamentos e perdas de pressão na rede, além de poderem levar ao desabastecimento de outras residências da mesma área. Dependendo da faixa residencial, a multa para esse tipo de infração varia de R$345 a R$2.015. Indústrias podem pagar montante de R$ 6.697,50. As multas têm acréscimo de 50% em caso de reincidência.
Com os gatos e vazamentos, o Ceará perde 46% de toda a água tratada no estado.
Vazamentos
Quando uma fraude é comprovada, a Cagece interrompe o fornecimento de água no imóvel e notifica o cliente. Além da multa, ele deve pagar os custos para regularização da ligação. Se o cliente for autuado pela Polícia Civil, responde por crime de furto e está sujeito a pena de dois a oito anos de reclusão.
Em 2018, o percentual de perdas na distribuição de água foi de 45,8%. Metade dele se refere às fraudes; a outra, a vazamentos da rede. A Cagece informou que possui equipes técnicas 24 horas por dia atuando na retirada de vazamentos na Capital e na RMF. No último ano, a Companhia investiu R$ 13,1 milhões para coibir o problema.
A empresa afirmou ainda que incrementou equipes de “caça-vazamentos”, proporcionando a redução do tempo de retirada de vazamentos para 8 horas, em média, inferior ao prazo de 24 horas exigido por agências reguladoras, e lembra que a população pode realizar denúncias sobre fraudes e vazamentos por meio de aplicativo ou site.
G1 CE