?No recorte de tempo entre março de 2014 a igual mês em 2019, o número de beneficiários passou de 402,8 mil para 367,7 mil. Uma queda de 8,7% no Estado. Na outra ponta, os planos empresariais e coletivos por adesão apresentaram aumento de 13,54% e 32,43%, respectivamente.
O vice-presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Ceará (Ibef-CE), Raul Santos, explica que o número de contratantes individuais e familiares é o que mais flutua.
"Quando ocorre um abalo na renda da pessoa física, ela vai cortando os gastos. O desemprego é o principal fator, mas muito atrelado à questão do próprio custo. Enquanto o plano individual é muito caro, o corporativo amortece (o preço)", avalia.
Raul acrescenta que o setor terá de se adequar à nova realidade, oferecendo uma maior gama de serviços para atender às necessidades específicas dos usuários. "A questão da tecnologia e flexibilidade tem de acontecer para ajudar a alavancar novamente esse mercado", complementa.
Outro ponto é o envelhecimento populacional. Na medida em que ficam mais velhas, aumenta a necessidade de acompanhamento e tratamentos. Ele analisa que as pessoas passarão a obter planos novamente quando houver uma recuperação da economia no País.
O POVO Online