“Crescemos sete posições, apesar de sermos o de menor orçamento. Estão de parabéns os magistrados e servidos, e conclamo a todos que continuemos nesse esforço de produtividade e de celeridade. Isso é fruto de gestão, de planejamento e vamos avançar ainda mais no próximo ano,” destacou o presidente do Tribunal, desembargador Washington Araújo, em vídeo publicado nas redes sociais.
O crescimento da produtividade ocorreu apesar da redução no número de julgadores, que passou de 445 para 402, e do baixo orçamento. A Corte argumenta que a unidade do Ceará, de médio porte, continua tendo o menor orçamento por habitante (R$ 135,2) do País. O Estado de Roraima, que é de pequeno porte, apresenta R$ 397,3. A média nacional é de R$ 256,8, enquanto o TJ do Distrito Federal (R$ 921,8) tem o maior, ou seja, quase sete vezes do que o TJCE.
Em relação ao ano de 2019, o TJ aponta ainda que de janeiro a julho ocorreram 268.554 julgamentos — ou seja, 37% a mais do que o mesmo período do ano passado, quando foram julgados 195.586 processos. O Judiciário responsabiliza o avanço dos percentuais ações como a contratação de 100 juízes leigos, 240 estagiários de pós-graduação em Direito, Núcleos de Produtividade Remota e de Qualidade da Informação.
As medidas se estendem à criação da Secretaria Judiciária Estadual, concursos para juiz e servidor, ampliação do processo eletrônico e da videoconferência para todo o Ceará, investimento em todas as comarcas e construção de novos fóruns.
Diário do Nordeste