Na avaliação do presidente da Associação dos Docentes da UFC (Adufc), Bruno Rocha, não houve acordo em função das condições impostas durante o encontro. A ideia, ele aponta, era permitir a entrada de policiais na reitoria em caso de tumulto nas manifestações.
“Nenhuma das partes concordou a princípio, porque a sugestão que foi dada em minuta pelo próprio juiz falava de uma restrição a área de manifestação e nós estávamos dialogando nesse sentido, mas ficou claro que o que a UFC queria era uma autorização para entrada de força policial ao campus, o que a gente não pode concordar de forma nenhuma”, reitera Bruno Rocha.
Por falta de consenso, o sindicalista aponta que a decisão final da ação impetrada no último dia 26 de agosto por Cândido Albuquerque ficará a cargo do juiz que mediou a ação. “O juiz irá fazer a decisão e as medidas que achar corretas, mas ficou claro que só haveria medidas se houvesse algum tipo de perturbação da ordem, o que não é a intenção do movimento”.
A solicitação foi feita a Procuradoria da Universidade contra as atividades de estudantes, professores e técnicos administrativos que utilizam os espaços para manifestar contrariedade à nomeação do reitor e para debates públicos.
Inicialmente, no dia 28 de agosto, o juiz federal George Marmelstein não concedeu o pedido liminar de reintegração de posse, recomendando a busca pelo diálogo e que os manifestantes fossem identificados na solicitação realizada. "Em situações como esta, é sempre recomendado buscar a desocupação pacífica antes de se utilizar a força pública contra os manifestantes. Para que se possa buscar a solução dialogal, as partes precisam estar devidamente identificadas nos autos, ainda que de modo difuso”, disse à época.
Assim, o procurador federal da UFC, Rodrigo Rocha Pessoa, pediu a participação da Defensoria Pública para buscar o acordo entre as partes. Na sexta-feira (30) a DPU promoveu a primeira audiência de conciliação entre juiz federal, defensores públicos, procuradores federais e representantes da UFC. Ontem (2) foi realizada uma nova reunião, a pedido do defensor público Fernando Holanda, com estudantes, professores, técnicos administrativos.
Diário do Nordeste