A alta acontece apesar de a Petrobras anunciar que não irá repassar o reajuste do mercado internacional neste primeiro momento, o que mostra a antecipação dos donos de postos de combustíveis. A tendência é que a gasolina fique ainda mais cara nos próximos dias.
O consultor na área de Petróleo, Gás e Energia, Bruno Iughetti, diz que os ataques geraram um impacto significativo no mundo todo, pois os árabes cortaram em 50% sua produção. O mercado da Arábia Saudita é responsável por 6% do consumo mundial de petróleo. O barril teve aumento acumulado de 35% desde os ataques. Iughetti acredita que a Petrobras deve manter o preço por, no máximo, uma semana. O reajuste, projeta, deve ser de 10% para as distribuidoras e de 6% a 8% para os postos de combustíveis.
"Esperamos que esses efeitos internacionais façam-se notar no Brasil em reflexo da política de preços da Petrobras, que leva em conta o preço do petróleo cru no mercado internacional e a variação cambial. A estatal não conseguirá estocar o aumento por muito tempo para que o valor não fique represado e quando o reajuste tiver que ser repassado não seja extremamente elevado", analisa.
Sobre os aumentos de preços já observados no mercado local, Iughetti diz que "não existe uma lógica que seja atribuída ao petróleo da Arábia Saudita". "Não há conotação de uma coisa com outra", mas entende que os empresários estão antecipando um aumento, pois os preços do mercado internacional ainda não foram absorvidos pela Petrobras. Não tem nada a ver uma coisa com a outra".
O POVO Online