Já as exportações de mel caíram 65%, de 2009 até 2018. Entretanto, com a quadra chuvosa favorável deste ano, o setor espera recuperar o espaço perdido apostando, principalmente, no mercado interno.
“Neste ano, o setor teve uma produção muito boa, mas com a queda de demanda no mercado externo, muitos produtores estão com mel estocado. Então, agora, nós vamos trabalhar o mercado interno, incentivando o consumo das famílias por meio de campanhas de marketing”, diz Vinicius de Carvalho, presidente da Câmara Setorial do Mel (CS Mel), vinculada à Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece).
Segundo Carvalho, em um ano considerado bom, a produção cearense supera 4 mil toneladas. E neste ano, deve ficar em torno de 2 mil toneladas. “Agora, estamos vendo uma recuperação dos apiários e, consequentemente, da produção”, diz Carvalho.
Além da estiagem, a queda do preço do mel tem sido um dos grandes entraves enfrentados pelo setor. Antes de 2016, o quilo do produto chegou a ser vendido por R$ 12. Em 2017, o valor passou para R$ 9,50, e em 2018 caiu para R$ 7. Neste ano, o quilo do mel é vendido por cerca de R$ 5.
Outro fator que acabou prejudicando os produtores locais, foi a substituição do mel por “preparado de mel”, feito pela indústria de alimentos, principal comprador de mel de abelha. “Como o preço do mel estava muito alto, indústrias, como a de laticínios, buscaram uma alternativa e o Ministério da Agricultura aprovou o uso de ‘preparado de mel’, que é um pseudomel. Isso prejudicou muito os apicultores”, diz Carvalho.
Diário do Nordeste